O uso da tecnologia nas salas de aula sempre gerou muitos debates. Há quem deseja os notebooks nas escolas, e há quem veja inconvenientes nisso.

O estudo científico poderia ajudar nessa questão, mas nenhum estudo é muito contundente nos dois sentidos. Nem mesmo os cientistas entram em consenso.

O último estudo, feito por um grupo de investigadores de West Poing, testou três grupos de estudantes de Princípios de Economia. Os usuários de notebooks sem qualquer restrição tiraram em média 0.18 pontos a menos (em uma escala com pontuação máxima de 4) que os alunos sem tecnologia.

Usar tablets com restrição não mostraram resultados muito diferentes, onde esses alunos tiraram 0.17 pontos a menos que os alunos sem tecnologia.

Cada um dos grupos tem um certo nível de acesso à tecnologia (nenhuma tecnologia, um notebook sem restrições e um tablet com algumas restrições), e no final dos testes foram realizadas provas com os alunos para comprovar o impacto de contar ou não com essas ferramentas.

As melhores notas ficaram com os alunos sem tecnologia, o que deixou claro para os responsáveis do estudo que o uso da tecnologia reduz o desempenho acadêmico dos alunos. Mas esclarecem que isso não significa que todo o uso de tecnologia nas escolas prejudica, já que algumas tarefas realizadas nesses equipamentos podem ajudar a melhorar o desempenho.

 

 

O problema é que, mesmo que as conclusões coincidem com outros estudos anteriores, há várias instituições que já tomaram medidas sobre o assunto, enquanto que muitos outros estudos que apoiam o uso da tecnologia nas escolas.

A tecnologia fora das escolas tem um impacto evidente, e vivemos a explosão da febre dos autodidatas com a ajuda dos cursos online e serviços específicos.

A educação tradicional ainda possui um valor implícito, tanto no formato como nas ferramentas utilizadas Vários estudos falamo do valor seguro do livro de papel, mas aqui, de novo, há estudos que afirmam que o livro do texto eletrônico pode contribuir a melhorar os resultados acadêmicos.

 

 

Há várias iniciativas para introduzir tecnologia nas escolas, mas provavelmente uma das mais relevantes foi a One Laptop Per Child, iniciada por Nicholas Negroponte, que ajudava a melhora a capacidade de resolução de problemas dos alunos.

Algo curioso, levando em conta que, anos antes, outro estudo deixava claro que os portáteis dirigidos para crianças de países emergentes não tinham impacto educacional algum.

Em quem devemos acreditar?

Provavelmente em ninguém. Cada experiência e cada situação é única. Mas é evidente que a introdução da tecnologia nas salas de aula tem vantagens e inconvenientes. Saber medir e avaliar o impacto pode ser crucial, mas em todo o processo todas as partes (professores, alunos e pais) devem estar envolvidas.

 

Via Education Next