Donald Trump

 

A última de Donald Trump contra os imigrantes dos sete países de maioria muçulmana em veto é a entrega aos agentes de fronteira das senhas de contas das redes sociais.

A regra é simples: se não entrega a senha, não pode entrar. A iniciativa do Departamento de Defesa dos Estados Unidos é rastrear a atividade digital do “suspeito”.

A medida será implantada mesmo se o decreto de imigração de Trump siga suspenso pelo judiciário norte-americano.

 

Nem é necessário dizer que esta é mais medida racista, xenofóbica, imoral e anti-constitucional, que atenta contra a privacidade e a segurança virtual do usuário pelo simples fato de nascer em um determinado pais. Sem falar que é uma medida imbecil, estúpida e inútil: nada garante que o terrorista que passar pela fronteira não vai entregar uma segunda conta que ele não utiliza para suas atividades criminosas.

Essa medida de Donald Trump conta os imigrantes se une a outras anunciadas, como revisão dos históricos de busca nos navegadores e transferências de contas bancárias.

Vale lembrar que nenhum dos ataques terroristas anteriores nos Estados Unidos foram realizados por cidadãos dos sete países vetados, e sim por outros não vetados, como radicais procedentes, treinados e pagos pela Arábia Saudita e Egito, onde (curiosamente) Trump possui diversos interesses comerciais.

Por fim, o número das grandes corporações norte-americanas contra o decreto de imigração de Donald Trump segue aumentando. Ele conseguiu unir rivais do setor, pois no recurso legal estão lado a lado empresas como Apple, Microsoft e Google, além de uma lista que hoje supera a marca de 100 empresas.

O último argumento contra o decreto é contundente: “os imigrantes ou seus filhos fundaram mais de 200 das empresas do Fortune 500”.