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Como era trabalhar no iPhone original?

Foi essa a experiência que um dos engenheiros da Apple compartilhou, como parte do chamado Project Purple, considerado ultra secreto, onde só era possível trabalhar se você aceitasse jornadas intermináveis, em um ambiente onde o  segredo era algo absoluto.

Terry Lambert, um desses engenheiros, teve que assinar um acordo de confidencialidade, apenas e tão somente para conhecer o nome de código do projeto. Esta era apenas a primeira das medidas de segurança obsessivas que protegiam aquele segredo ate o final.

 

Os engenheiros nunca saibam realmente no que eles estavam trabalhando

 

 

A experiência de Lambert no iPhone original é significativa. Ele foi responsável por aproximadamente 6% (em número de linhas) do código do núcleo (ou kernel) do OS X, ou 100 mil linhas de código por ano. O mesmo número também é utilizado no iOS.

Para começar, quando lhe ofereceram a vaga para aquele projeto, o levaram para uma área da sede da Apple onde todos vestiam preto. Aquele era o sinal que se tratava de um projeto ultra secreto.

Lambert brinca dizendo que, se você queria uma fantasia de Halloween simpática na Apple, bastava usar uma roupa preta, colocar agulhas nos olhos e ir para o “projeto secreto”. Mas naquele projeto, ele jamais viu o iPhone para o qual ele estava programando e depurando o código. Só podia ver a máquina que fazia a depuração de falhas remota, e não o dispositivo real. Obviamente, ele sabia que era um sistema baseado em arquitetura ARM.

Depois de assinar o termo de confidencialidade que permitira conhecer o nome código do projeto, ele trabalhou em algo que nem sequer estava claro do que era, pois a Apple mantinha grupos totalmente independentes, que trabalhavam em pequenos objetivos.

Outra coisa que a Apple fez foi dar nomes de código diferentes para diferentes grupos. Eles poderiam estar trabalhando no mesmo projeto que outra pessoa ou grupo em saber, nem debater ou comentar.

Jerry Wang, outro engenheiro, indicou como efetivamente ele, que também trabalhou na documentação daquele dispositivo e trabalhou com as operadoras que lançaram o iPhone nos Estados Unidos, não conheceu o projeto como Project Purple, mas sim como M68.

Naquele momento, ele tinha acesso a um “laboratório secreto”, dentro do laboratório principal. Poucos tinham acesso a esse laboratório, mas jamais ele chegou a ver o design do produto, pois quando ele estava fazendo esse trabalho inicial, tudo o que foi visto foi protótipos.

Um detalhe curioso: Lambert confessa como os cabos utilizados para “conversar” com essas unidades de pré-produção eram, efetivamente, púrpuras.

 

Via Quora