Momento “eu já sabia” no TargetHD.

Não é de hoje que comentamos que o mercado mundial de PCs segue resistindo bravamente, mas de forma agonizante, tem quedas de vendas constantes nos últimos anos. Dois novos estudos recentes reforçam esse cenário. IDC e Gartner publicaram as suas respectivas análises, e os dois estudos mostram que as vendas dos PCs caíram em 1% em relação ao mesmo período de 2011.

Ok, 1% pode parecer pouco, mas não é. Muito menos surpreendente, se levarmos em consideração que os usuários estão migrando para outras opções, como ultrabooks, tablets, notebooks e até smartphones (tem muita gente que substituiu o computador pelo iPhone para usar os recursos da web). Os ultrabooks principalmente podem ser o fator de desequilíbrio dos últimos 365 dias, uma vez que conta com um tímido, mas crescente número de vendas.

Quando falamos das marcas, os grandes prejudicados do mercado são a HP e a Dell, enquanto que marcas como ASUS e Lenovo conseguem se destacar em momentos de queda de vendas. As duas marcas asiáticas está com um bom volume de vendas, mas essas vendas podem ser motivadas justamente pela sua qualidade comprovada nos outros produtos da empresa, principalmente nos notebooks.

Os dois estudos parecem estar de acordo que um dos principais motivos para a queda de vendas dos PCs não está apenas no sucesso das plataformas móveis. A crise econômica mundial também interfere de forma decisiva nesse momento, forçando o consumidor a buscar alternativas mais baratas para produtividade e entretenimento. E aí sim entram os tablets, que se comparado aos desktops, podem custar até 1/3 do valor total a ser investido.

É esperado que, com a chegada do Windows 8, essa tendência de queda mude um pouco. Particularmente, não acredito nisso. Afinal de contas, a tendência real é que as pessoas busquem cada vez mais uma solução que atenda as suas necessidades em qualquer lugar, e que custe o menor valor possível. O desktop está destinado aos nichos de mercado específicos, como a área corporativa, aplicações pesadas e fins operacionais diversos. Não deve desaparecer por completo, mas para o grande público, deve deixar de ser uma opção nos próximos anos.

Via IDC e Gartner