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A Samsung apresentou os resultados do quarto trimestre de 2015, e se não podemos falar que a situação é preocupante, também não podemos dizer que é confortável.

Os números seguem positivos, mas existe uma descompensação entre os resultados de suas linhas de produtos. Por um lado, os semicondutores se destacam, enquanto que as telas se mantém lucrativas, e os smartphones não cumpriram com os seus objetivos de venda. Algo que já aconteceu no trimestre anterior.

Não é um caso isolado da Samsung. O mercado de smartphones já sofre de um certo arrasto a algum tempo, com uma redução da demanda. Para Song Myung Sup, analista da Bloomberg, a situação está piorando, e os resultados do primeiro trimestre de 2016 serão piores do que os do quarto trimestre de 2015.

No caso específico da Samsung, a divisão mobile contribuiu com um terço dos lucros obtidos no último trimestre de 2015 (US$ 5.1 bilhões). A dependência das vendas de smartphones fez com que os lucros dos coreanos reduzissem em todo o mundo, e isso acontece não só por uma redução nas distribuição de unidades, mas também por causa de uma concorrência mais forte e crescente.

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Aqui está o desconforto da Samsung. Ao comparar com os resultados do mesmo período em 2014, os números são estáveis, mas em relação ao trimestre anterior, a queda nos lucros é de 15%. O último trimestre de 2015 já recebe as vendas dos últimos lançamentos entre os modelos top de linha da empresa, o Galaxy Note 5 e o Galaxy S6 Edge+, mas não dá para estimar se os dois modelos foram bem ou não nas vendas.

Porém, os analistas estimam que os lucros operacionais da divisão móvel da Samsung cresceu aproximadamente 1.66 bilhão de euros, com um aumento na distribuição das séries A e J. O fato deles não destacarem os últimos modelos top de linha pode ser um indício que as previsões de vendas não foram cumpridas.

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Além da reestruturação dos seus lançamentos, a Samsung fez mudanças em sua fábrica e estruturação executiva. Koh Dong Jin, que estava nas divisões Samsung Pay e Knox Security, passou para a chefia da divisão mobile. Koh afirmou que “muito além dos modelos da linha Galaxy, os resultados de hoje nos fazem pensar que o mercado não pode confiar muito mais nessa “defasada” demanda de iPhones na categoria top de linha. Isso provavelmente pressiona os provedores de componentes, incluindo a Samsung. Quanto mais os consumidores optem por comprar smartphones econômicos, maior será a pressão sobre os componentes que compõem esses produtos”.

O tempo vai dizer se a divisão mobile da Samsung vai oferecer melhores resultados. 2016 só está começando, e a MWC 2016 pode oferecer novidades que podem impulsionar essas vendas.

Via Bloomberg