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A Samsung manda no mercado mobile, mesmo com períodos de baixa e potentes mudanças na estratégia a seguir com um catálogo tão grande de produtos. A empresa apresentou melhorias na qualidade de componentes, mais elementos de hardware de fabricação própria… mas o software nunca foi uma referência para os coreanos.

A TouchWiz está presente em todos os Androids da Samsung, desde o menor até o Galaxy S6 Edge ou Note 5. Alguns ex-funcionários e diretores da empresa entendem que a empresa está mais focada em vender muito em curto prazo do que melhorar o seu software, e isso é péssimo.

A Reuters escreveu uma matéria criticando esse aspecto, afirmando que o ideal seria manter os clientes por mais tempo, através de uma plataforma de software mais polida e especial. Afinal de contas, poucos são os diferenciais da TouchWiz em relação aos demais fabricantes Android.

O item de maior destaque talvez seja o Samsung Pay, e mesmo assim, não é um grande diferencial. Ao longo dos anos, serviços como Milk e ChatOn, bem promovidos e criados, morreram como um fracasso comercial, mesmo sendo instalados de fábrica em cada smartphone Samsung.

No começo de dezembro, a cúpula da Samsung Mobile promoveu mudanças. J.K. Shin deixou o seu posto, e Dongiin Koh (responsável pelo Samsung Pay e Tizen) assumiu o seu lugar, pensando em uma mudança de rumos na empresa, que por sua vez terá muito trabalho para mudar uma cultura baseada na criação de hardware.

Enquanto falamos sobre isso, a Samsung segue vendendo em um bom ritmo, com estimativas de vendas de 100 milhões de unidades a mais que a Apple. O grande problema está na cota de mercado, que pode cair até 20% em 2015, principalmente por conta do avanço das marcas chinesas.

Para a Samsung, sua divisão móvel representa 39% dos lucros da empresa, de acordo com o compilado dos nove primeiros meses de 2015. É um volume importante, mas em 2013, a porcentagem era de 68%. Ou seja, em 2015 esses números serão parecidos com os de 2010.