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Um dos diretores da divisão australiana da Samsung acaba de declarar abertamente que os anúncios dos seus produtos que provocam abertamente os produtos da Apple são muito rentáveis em termos de alcance publicitário (exceto é claro todas as queixas e demandas colaterais). Palavras de Arnor Lenoir, chefe de marketing da Samsung Austrália:

Sempre tem um fanboy dizendo que não podemos publicar esse anúncio, e imediatamente, tem muitos fãs da Samsung dizendo que podemos sim. Esse tipo de anúncio foi incrível para nós, tanto em âmbito global como aqui na Austrália.

Para posicionar vocês sobre o assunto, essas declarações fazem referência ao projeto publicitário “The Next Big Thing”, criada para promover o Samsung Galaxy S3, que em cima do detrimento dos produtos comercializados pela Apple, eles conseguiram ganhar uma boa fatia do mercado norte-americano. Arnor Lenoir observa que esse anúncio é um divisor de águas para a Samsung, marcando um “antes e depois” nos negócios da empresa. A partir daí, os consumidores norte-americanos conheceram uma nova linha de produtos de alto desempenho, com preços mais acessíveis para a maioria dos usuários.

De fato, a chave do sucesso desses anúncios foi a polêmica que os mesmos causaram, produzindo assim uma resposta rápida dos usuários de dispositivos móveis. A forma tão flagrante que a Samsung ridicularizou a atitude dos fanboys da Apple fez com que qualquer usuário de smartphone de outras marcas se sentisse automaticamente identificado com o sentimento de “vingança”.

É sempre bom lembrar que a própria Apple fez campanhas similares no passado (I’m a Mac, I’m a PC), usando do bom humor e da ironia para mostrar que quem usava um PC era um perdedor. E, convenhamos, o objetivo é o mesmo: ridicularizar o concorrente. Logo, nada de #mimimi nos comentários desse post. Guerra é guerra.

O que chama a atenção é que a Samsung apostou no simples nos seus anúncios, ilustrando o quão patética pode ser (na visão da Samsung) a postura de ficar na fila, enfrentando chuva e frio, para esperar por um smartphone que não consegue fazer aquilo que o modelo da Samsung era capaz de fazer. O impacto disso foi muito maior, e os resultados nas vendas foram expressivos.

Outra prova que a Samsung vai seguir investindo no ataque à gigante de Cupertino é que eles já aproveitaram as recentes declarações de Larry Ellison, CEO da Oracle (que afirmou para um programa da CBS que prevê um “futuro sombrio” para a Apple sem Steve Jobs como CEO da empresa) para reafirmar a sua posição no mercado.

Levando em conta que o sucesso da Apple está pavimentada na exclusividade de um produto de características superiores, se deixarmos de lado o termo “exclusividade”, o consumidor vai descobrir que existe uma grande quantidade de produtos com uma experiência equiparável. E essa teoria começa a se aplicar na prática, da forma mais cruel possível: no bolso.

A Apple já começou a perder dinheiro nos seus lucros trimestrais (mais acentuados no segmento de tablets), e os usuários já perceberam que é possível ter praticamente o mesmo que um iPhone ou iPad entrega, mas por um valor muito menor, em uma plataforma universal (8 em cada 10 smartphones do planeta usam hoje o Android) e totalmente funcional (já que o Android atingiu o seu ponto de maturidade).

Vale lembrar que o que temos nesse post são apenas teorias calcadas em fatos. Os números são frios, e a Samsung está se aproveitando do momento nebuloso que a Apple está passando. É óbvio que você pode não concordar com nada disso, e que em setembro tudo pode mudar com o lançamento de novos produtos. Porém, também é fato que nem a junta diretiva da Apple está confortável com o cenário atual, e já pressiona Tim Cook por inovações nos próximos lançamentos. E não tem sinal mais claro que o clima está nublado em Cupertino do que esse.

 

Via Gadgetos