bateria

A autonomia de bateria dos smartpones segue como tema pendente. Do telefone “burro” que só fazia e recebia chamadas que duravam dias e semanas sem recarga, passamos para computadores de bolso que precisam ser carregados todos os dias (quando dura um dia de uso completo).

A melhora na capacidade e eficiência das baterias ou o avanço no gerenciamento de energia dos sistemas operacionais não foram capazes de compensar o aumento no nível de hardware dos smartphones: tamanho de tela e resolução maiores, CPUs e GPUs mais potentes, mais conectividade, melhores módulos de geolocalização e tecnologias sem fio, além da inclusão do NFC e leitor de digitais. Tudo isso gera um maior gasto de bateria.

E isso porque não está massificada a tendência de uso de dispositivos com suporte para realidade virtual ou aumentada.

O design se impôs à funcionalidade, e smartphones absurdamente mais finos e leves resultaram em baterias menores e não substituíveis, incidindo assim no problema da obsolescência programada e na bateria com autonomia mais limitada.

Pois bem, esse post pode ajudar a minimizar os estragos.

 

Dez conselhos para melhorar a autonomia de bateria de um smartphone

 

Várias técnicas podem ajudar na tentativa de fazer com que o smartphone aguente pelo menos um dia de trabalho. Pensando nos smartphones Android, temos aqui conselhos básicos e avançados para melhorar a autonomia de bateria do dispositivo.

Vejamos:

 

1. Limite o brilho da tela

 

É o elemento que mais consome bateria em um smartphone. Ajustar o brilho e a primeira medida para prolongar a autonomia de bateria. Você pode usar a função de brilho automático que utiliza o sensor de luz ambiente para isso, ou estabelecer um nível abaixo do máximo, que você considere como algo confortável.

 

 

2. Use os planos de energia

 

Android, iOS ou Windows Mobile contam com administradores de bateria integrados, e todos os fabricantes oferecem diferentes modos de energia que ajudam a melhorar a autonomia, com modos de economia que podemo ser ativados quando não precisamos usar o desempenho máximo do smartphone. A maioria dos modos se ativa quando ficamos abaixo de um nível determinado de carga. Também é possível utilizar aplicativos de terceiros.

 

 

3. Limite a conectividade

 

Os novos smartphones contam com muita conectividade, mas também gasta muita bateria. Se o WiFi e/ou os dados móveis são quase imprescindíveis para se manter conectado à internet e GPS, Bluetooth ou NFC não são tão importantes assim, você pode desativar por padrão tais funcionalidades, e usar só o que você precisa. Se o nível de bateria é crítico, pode ativar o modo avião para cortar temporariamente as comunicações sem fio.

 

 

4. Bloqueie a tela

 

Completando o aspecto da tela, ajuste ao mínimo o tempo de suspensão por inatividade da tela. Não precisamos dela ligada se não a utilizamos.

 

 

5. Controle os widgets e os temas

 

Widgets são úteis e atraentes, mas muitos deles consomem muita bateria, como por exemplo o da previsão do tempo. Realmente precisamos ver nuvens passando o tempo todo na tela do smartphone? Racionalize o seu uso e ajuste o intervalo de exibição. O mesmo vale para alguns temas, fundos de tela animados e similares.

 

 

6. Ajustes inteligentes

 

Muitos smartphones contam com características adicionais para opções de movimento e gestos. Alguns são úteis. Outros, questionáveis. Mas todos gastam bateria. Nesse grupo, incluímos a vibração em notificações ou retroalimentação háptica ao tocar na tela. Algo desnecessário, que pode ser desativado.

 

 

7. Revise as sincronizações e automatismos

 

São vários os serviços que dependem da sincronização automática. E-mails, mensageiros instantâneos e outros aplicativos. Procure desativar alguns deles sempre que você precisa ampliar a autonomia de bateria, ou aumente o intervalo de atualizações, ou até mesmo atualize manualmente. O mesmo podemos dizer dos serviços na nuvem. Muitos smartphones duplicam a sincronização de serviços: Google Drive, OneDrive, Dropbox, Google Fotos, Amazon Prime… tudo isso ativo e enviando dados. O mesmo vale para sincronização de contatos, música, filmes e livros. Desative tudo o que não é essencial.

 

 

8. Desinstale aplicativos

 

A maioria dos smartphones oferece por padrão uma série de aplicativos. Alguns são imprescindíveis. Outros, puro lixo que fica executando em segundo plano, reduzindo a autonomia de bateria, o desempenho e ocupando espaço. Revise e elimine todos os apps que você não usa.

 

 

9. Teste um novo kernel e/ou ROM

 

Uma coisa boa do Android é o fato dele ser um sistema de código aberto, o que permite aos desenvolvedores obter o código, alterar funcionalidades e construir a sua própria versão do sistema operacional. A oferta de ROMs alternativas é ampla para um grande número de dispositivos. Algumas ROMs focam no desempenho, e consomem mais do que as ROMs stock, mas outras consomem bem menos. O mesmo podemos dizer dos kernels (núcleos do sistema) muito otimizados. Teste os softwares personalizados e escolha um de sua preferência (é preciso root do aparelho e acesso ao carregador de inicialização).

 

 

10. Underclocking e Undervolting

 

Outra opção avançada que permite um kernel personalizado é o gerenciamento das frequências de trabalho da CPU e da GPU, além da voltagem desses chips. São utilizadas como técnicas de economia de bateria. Não funcionam tão bem em todos os dispositivos, e o usuário sempre precisa ter a real noção do que está fazendo. Mas usuários avançados podem tirar proveito disso.