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Nem milímetros, nem nanômetros. A espessura do novo LED mais fino do mundo é medido em átomos, e possui apenas três. Além disso, emite a luz suficiente para ser utilizado em dispositivos eletrônicos, e se tudo isso parece pouco para você, ele está baseado em materiais muito abundantes, podendo servir inclusive para a fabricação de telas flexíveis e chips que utilizam luz no lugar da eletricidade como condutor.

Esse LED acabou de ser mostrado em um estudo publicado pela revista Nature, e é obra de uma equipe de cientistas da Universidade de Washington. Jason Ross, especialista em engenharia de materiais para o projeto, o descreve como “um dispositivo 10 mil vezes mais fino que a espessura de um cabelo humano, e que, por outro lado, é capaz de emitir uma luz que pode ser captada pelos equipamentos padrão”.

O dispositivo é construído a partir do tungstênio, através de um processo muito diferente daquele utilizado por Andre Geim e Konstantin Novoselov para criar as lâminas monomoleculares, popularmente conhecidas como grafeno.

O diodo não apenas pode servir para bater todos os recordes de espessuras de telas, mas também abre a porta para estruturas condutoras tridimensionais, que podem gerar novos chips, ainda mais rápidos. Porém, para as duas finalidades, ainda teremos que esperar algum tempo para que se tornem uma realidade comercial.

Via NaturePhys.org