Um vídeo gravado hoje (19), às 8 horas da manhã, na loja Apple da Meatpacking District em Nova York (EUA) mostrou centenas de pessoas (muitas delas que passaram a noite na fila) esperando a sua vez para comprar uma das novas versões do iPhone. Em outros 10 países, essa cena se repetiu.  Porém, nos dias de hoje, é um grande erro pensar que todos que estão na fila são genuínos fãs da Apple, esperando pelo novo produto. A grande maioria dos presentes é composta por revendedores, que estão repassando os telefones para outros países nas próximas horas.

Comprar iPhones no dia do lançamento se transformou em um negócio muito lucrativo. No caso específico de Nova York, a maioria são cidadãos de origem chinesa, que sequer falam inglês. Chegam com um papel, apontando para o modelo que desejam, e os vendedores da Apple precisam usar gestos para saber qual é o telefone desejado. Como a Apple limita o número de telefones a duas unidades por cliente, os revendedores compram em grupos. Cada grupo tem uma pessoa de apoio, que guarda o dinheiro para a compra, que é repartido antes dos “compradores” entrarem na loja.

Na China, esses smartphones serão vendidos nos próximos dias, por um valor que é quase o dobro do preço sugerido no lançamento. O modelo que mais tem saída, ao se julgar pelas primeiras amostragens, é o iPhone 6 Plus dourado.

A Apple pretendia lançar o iPhone 6/6 Plus na China na primeira leva de países, mas um problema de última hora com as licenças obrigou a empresa a atrasar o lançamento. E, mesmo se o lançamento acontecesse hoje por lá, o preço do iPhone nos EUA é menor. Ou seja, continuaria a ser um bom negócio comprar o iPhone em dólares, e enviá-lo para a China.

E, antes que eu me esqueça: países do Oriente Médio, Índia e América Latina também são destinos muito populares para os modelos mais caros.

 

Via Gizmodo