economia aluguel smartphones

Antes, para usar um computador, smartphone ou tablet, a alternativa era comprar o produto para apoveitá-lo o máximo de tempo possível e, de preferência, que o investimento se amortize pelo bom uso de tempo. Mas isso pode mudar nos próximos anos.

Mais e mais fabricantes estão transformando o modelo tradicional para oferecer opções atraentes para determinados usuários. Tal e como acontece no mundo dos veículos, você não mais compraria um carro ou smartphone: você o alugaria até poder receber um novo modelo, assim que ele chegar ao mercado, pagando esse aluguel por mês com valores cômodos pelo resto da vida.

Esse modelo de negócio tem um nome: Device-as-a-Service (Daas).

A Microsoft já se beneficia desse formato

Surface Pro

A ideia foi aplicada ao modelo de software a tempos. A própria Microsoft hoje oferece um modelo de assinatura que permite o uso dos aplicativos quando e onde você precisar, além de permitir a redução de aplicativos quando e onde precisarmos. A Microsoft anunciou o programa Surface as a Service, que faz algo nesse sentido: você pode alugar a longo  prazo os seus notebook conversíveis equipados com Windows 10 e Office 365.

A ideia da Microsoft combina tanto o aluguel de hardware como o de software, algo que para eles tem especial sentido agora que sua aposta pelo hardware é evidente, e que pode oferecer uma vantagem competitiva sobre outros fabricantes.

O programa é uma continuação do programa chamado Surface Membership, onde usuários finais poderiam comprar dispositivos Surface através de pagamentos mensais relativamente comedidos. Agora, a Microsoft expandiu essa iniciativa para grandes empresas, e não se limitando a smartphones e conversíveis.

 

Tudo é suscetível a dar o salto para o modelo DaaS

impressora hp

Esse modelo de negócio poe dar um novo fôlego para todos os fabricantes de hardware: os usuários estão vendo como os dispositivos se tornam obsoletos pouco tempo depois da compra, com versões melhoradas que nem sempre justificam a troca. Mas… o que acontece se você pagar mensalmente para ter sempre o mais novo, e com prazos mensais de pagamento?

Com certeza a coisa muda de figura. Não fica aquela impressão de que seu dinheiro é jogado fora. Ou pelo menos não é algo tão forte, pois o usuário passa a ter o melhor do melhor, e com a garantia que, se algo acontecer com o seu produto, sempre terá acesso a um novo e ao lançamento para substituir.

É claro que o DaaS tem suas desvantagens: a liberdade que um proprietário de um dispositivo tem é total. Teoricamente, uma vez que você compra um produto, ele é seu, e você pode fazer com ele o que você quiser. Mesmo que alguns fabricantes não entendam dessa forma.

O aluguel limita as opções para os usuários mais inquietos: nada de abrir os dispositivos, nada de alterar o hardware, nada de revender produtos de segunda mão (e assim recuperar parte do investimento), entre outros procedimentos que, como proprietário, você pode fazer.

O modelo DaaS (ou HaaS, Hardware as a Service, também válido) abre um debate interessante sobre o segmento de hardware em geral, principalmente porque o aluguel não se aplica apenas aos smartphones ou notebooks. A HP lançou o seu próprio DaaS, alugando PCs desktops e impressoras para os seus usuários empresariais, oferecendo uma alternativa à compra de equipamentos no formato tradicional.

E você? Acredita que o formato de aluguel faz sentido nos segmentos de hardware de tecnologia?

Fato é que cada vez mais estamos acostumados com o pagamento mensal de outros serviços (internet fixa e móvel, serviços de streaming de áudio e vídeo), de modo que não é uma ideia tão descabida assim. Pode ser que esta seja a solução para muitos fabricantes se manterem no mercado.