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Todos nós registramos uma quantidade grande de fotos com o smartphone, o tempo todo. E muitas vezes não nos damos conta que a própria imagem carrega uma série de metadados (ou EXIF – Excgangeable Image Format), que podem ser muito úteis em algumas situações, mas que também podem ir contra nossa privacidade e segurança.

Dois dos dados mais importantes são as coordenadas GPS, que identifica o local da foto registrada, e a data da mesma, que pode parecer irrelevante, mas quando bem analisada pode estimar os movimentos do usuário com grande precisão.

A Royal Society Open Science publicou um estudo que fala justamente disso. Para começar, eles compilaram os metadados de 8 milhões de imagens públicas no Flickr, capturadas por aproximadamente 16 mil pessoas. Dessas fotos, eles separaram os indivíduos pela identificação da câmera, e extraíram os dados de coordenadas de GPS e as datas das fotos.

Com essa enorme base de dados, eles criaram um programa que analisava os números, aplicando um algoritmo inteligente, que determina os padrões grupais de movimento, conhecendo assim as tendências de diferentes grupos de usuários, o que eles fizeram, por onde passaram, e assim deduzir onde eles estavam e por onde se deslocaram.

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Para comprovar seus resultados, eles utilizaram informações estatísticas fornecidas por uma pesquisa estatal, e eles afirmam que a precisão dos resultados foi de surpreendentes 92%. O curioso é que esse tipo de estudo pode ser aplicado não só em grandes grupos populacionais, já que o algoritmo pode ser ajustado para analisar um indivíduo ou uma família específica, conhecendo assim os seus futuros padrões de deslocamento.

Um ataque à privacidade? De certo modo sim, ainda que aqueles que querem se proteger desse tipo de análise só precisa desconectar o GPS quando tirar fotos, ou editá-las posteriormente, apagando os dados adicionais.

Via Royal Society Open Science