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Segundo um relatório da Thomson Reuters, a China registrou em 2013 mais de 600 mil patentes, o dobro do que conseguiu a segunda posição da lista, os Estados Unidos. E a ideia é seguir crescendo, com a meta de alcançar 2 milhões de patentes registradas em 2015.

A marca pode ser considerada uma boa notícia para os chineses: uma mudança que deixa para trás o estigma de ‘país que copia de todo mundo’, para começar a inovar e concretizar novas ideias. Porém, se analisarmos o cenário e como eles conseguiram esses dados, nos damos conta de que, apesar de registrar mais patentes, isso não significa o surgimento de um grande número de inventores.

 

Mais patentes não é necessariamente inovação

A Reuters explica em seu relatório que esse impulso é um plano do governo chinês com diferentes incentivos para que as empresas locais registrem mais patentes. Dos dois milhões que eles querem alcançar, alguns críticos são céticos e assinalam que muitas dessas patentes são orientadas ao design ou utilidade, que tem um alcance menor que as invenções.

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Além disso, outro fator importante deve ser observado: o alcance dessas patentes. Quantas delas foram registradas em outros escritórios além da China? As patentes cumprem os requisitos e normas mais rígidas presentes em outros países?

Se compararmos os dados, das patentes registradas na China apenas 5% foram replicadas fora do país. O Japão (por exemplo) obteve um reconhecimento muito mair de suas fronteiras nas patentes registradas no mesmo período.

Por fim, temos que analisar a natureza da empresa. A maioria dos registros foram feitos por empresas locais, e raramente por multinacionais com divisão na China. Algo que reforça a ideia dos incentivos.

Os chineses estão registrando mais patentes? Sim. Mas isso não significa que estão inovando mais.

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