O futuro. Todo mundo pensa nele. Alguns sonham com ele. E com o mundo tecnológico que vivemos, alguns de nós conseguem criar um pouco desse futuro, principalmente nos segmentos de internet e dispositivos móveis.

Tais tecnologias estão mudando de uma forma incrível, e com uma velocidade que nunca imaginamos. Se pararmos para pensar que, em 1992, se alguém dissesse que estaríamos conectados com qualquer pessoa do planeta com um aparelho pequeno o suficiente para ser transportado no bolso da calça, que poderia ser utilizado para receber e enviar mensagens eletrônicas, dispensando assim as cartas de papel, bastando assim digitar diretamente na sua pequena tela, não iriam rir da nossa cara. Iriam gargalhar de forma compulsiva, e telefonar para o manicômio mais próximo.

Mas hoje, essa cena é a mais normal do mundo. A maioria das pessoas que usam o serviço de telefonia móvel no planeta hoje usam um smartphone, mesmo que seja de um modelo bem simples. Algumas pessoas usam os tablets para se comunicar e se informar, e todo esse grupo se conecta à internet todos os dias. Podemos dizer que temos uma geração inteira de usuários que deixaram o telefone de lado, e utilizam de forma prioritária a internet para se comunicar.

Podemos dizer isso pela nossa própria experiência pessoal. Eu uso mais o telefone para falar com os meus parentes que não dominam ainda a internet (minha mãe, por exemplo). Os demais, na pior das hipóteses, uso ou o e-mail ou os comunicadores instantâneos para estabelecer contato. Isso, sem contar as redes sociais, onde podemos ter uma resposta ainda mais rápida, marcar compromissos na agenda do Facebook e, como último recurso, serviços como o WhatsApp e Viber, que se transformaram na forma preferida da “geração Internet” para enviar mensagens SMS e chamadas via internet pelo celular.

Mas… o que vai acontecer com o futuro da tecnologia? Ninguém sabe ao certo. E essa é a graça da coisa!

Nem a ciência, nem os especialistas, jornalistas, blogueiros, palpiteiros, nerds e chatos de plantão. Ninguém sabe o que vai acontecer nos próximos 20 anos, e essa é uma das belezas do mundo tecnológico. No lugar de afirmar, só podemos prever, sonhar, imaginar. Esboçar um futuro de gadgets e equipamentos eletrônicos em um tempo não tão distante.

Talvez o caminho comece na rede. A tecnologia em si pode deixar de estar relacionada com um dispositivo em particular para se associar com os recursos que esse mesmo dispositivo pode buscar na rede conectada. Como a tendência é que os nossos perfis de uso sejam unificados (tanto nos sistemas operacionais quanto nos serviços online), tudo se encaminha para que tudo o que você precisa vai estar na nuvem. E o seu dispositivo precisa estar preparado para acessar tais informações de qualquer lugar do planeta.

Outro fator importante é a interatividade. Tornar cada produto ou serviço o mais prático e acessível possível para qualquer pessoa, e não apenas para aqueles que já dominam algum tipo de tecnologia. Aliás, esse vem sendo o esforço atual dos fabricantes, em encontrar um grupo de novos usuários para gerar um maior volume de vendas, pois aqueles que já adquiriram seus produtos dificilmente mudarão de marca. O ideal é oferecer para aqueles que não se familiarizam com tais dispositivos uma porta de entrada para esse novo mundo.

Hoje, é conveniente para a maioria de nós utilizarmos um teclado e mouse para interagir com o computador, mas não pode ser para nossos pais ou avós. Logo, recursos como assistentes inteligentes e sistemas de comando de voz são mais que bem vindos. Em estágios mais avançados, os usuários podem até comandar o computador com o cérebro ou com o movimento dos olhos. No futuro, nossos relógios, geladeiras, automóveis, fornos, microondas, ar condicionado, televisor e todo e qualquer eletrodoméstico que usa a corrente elétrica de alguma forma estará conectado à internet, recebendo e enviando informações o tempo todo.

Se isso é bom ou ruim, é impossível saber agora, mas pouco a pouco já estamos vendo como esses produtos estão aparecendo. De forma lenta, é verdade, mas eles começam a fazer parte da cultura cotidiana dos early adopters, para que, no futuro, essa tecnologia seja comum para a maioria dos usuários.

Também é fundamental pensarmos na personalização de produtos. As empresas estão percebendo que um dos detalhes mais importantes no mercado de hoje é fazer com que a Internet e os diferentes serviços disponíveis se adaptem ao usuário, e não o usuário se adaptar aos serviços. Daqui a alguns anos, devemos ter um grande desenvolvimento em algoritmos e sistemas embarcados, de modo que atenda ao desejo do usuário de só exibir exatamente o conteúdo que ele quer ver. Nada de propagandas ou notícias de produtos que não nos interessam, ou uma página que certamente não vamos visitar, ou uma notícia que jamais vamos ler.

A conexão entre as pessoas será maior, e a comunicação por voz pode ser algo do passado. Com o avanço da tecnologia, poderemos saber o que a outra pessoa está sentindo, mesmo que ela esteja do outro lado do planeta. Ok, essa parte pareçe coisa de filme de ficção científica, mas smartphones, comunicadores instantâneos e tablets eram coisas do futuro na década de 1960.

Agora, uma coisa que temos que ficar atentos. Nos últimos tempos, vimos como diferentes governos estão tentando controlar o acesso à internet e seu conteúdo. A melhor forma da internet (e da evolução como um todo) prosperar é como ela está hoje: sendo livre. Se tudo continuar do jeito que está, o futuro será próspero, e as tecnologias poderão evoluir sem ter que mudar o seu curso por causa de governos ou grandes corporações com pensamentos divergentes.

A única coisa que é certa é que o futuro será simplesmente fantástico.