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Quando compramos um smartphone de segunda mão, são muitos os aspectos que precisam ser considerados. O principal sempre será o preço da compra, mas também é necessário verificar o estado do dispositivo e as características do telefone. Mas também é preciso ter cuidado com a possibilidade (grande) de comprar um smartphone roubado.

Comprar um smartphone fruto de um roubo, mesmo que de forma inconsciente, pode trazer muitas consequências negativas. Logo, toda precaução antes de fechar a compra é necessária. A seguir, vamos tentar passar alguns conselhos para evitar cair nessa armadilha do destino.

 

Comprovar se um iPhone é roubado ou não é fácil

O smartphone mais fácil de ser comprovado se é fruto ou não de um roubo é o iPhone. A própria Apple possui uma ferramenta online, que utilizando o IMEI e o número de série do telefone, já indica se o dispositivo está bloqueado. Ou seja, basta pedir esses dois itens ao vendedor do iPhone, e pronto: após essa verificação, você pode fechar ou não a compra.

Em regra geral, todos que já tiveram um iPhone roubado pode bloquear o dispositivo remotamente. Então, se o vendedor informar que o aparelho está bloqueado (e ele não consegue desbloquear), suspeite. O legítimo dono não tem problemas para desbloqueá-lo.

Agora, se o smartphone que você vai comprar não é um iPhone, restam poucas opções. Existe um site com uma base de dados dos IMEIs roubados (clique aqui), e se você conseguir este número com o vendedor, podemos fazer a comprovação, mas nem todos os dispositivos roubados contam com IMEIs cadastrados lá, o que reduz a sua confiabilidade.

 

Uma questão de lógica comum

Além das comprovações mencionadas no item anterior, devemos aplicar a lógica comum antes de comprar um smartphone usado. Obviamente, suspeite de preços muito abaixo do que se paga no mercado de segunda mão. Para verificar como está o mercado, acesse sites como eBay, Mercado Livre, OLX ou comunidades que vendem dispositivos de segunda mão.

Se o smartphone que você quer é relativamente novo ou recente no mercado, o vendedor deve ter a nota fiscal do produto, o que também te dá a garantia do dispositivo pelo fabricante. É fato que em alguns casos o produto em questão é procedente de um sorteio ou presente, e aí a nota fiscal não estará disponível. Mas em via de regra, procure evitar comprar um smartphone sem a nota fiscal.

No caso de você poder testar o produto antes da venda, é possível fazer uma última comprovação. Se o telefone em questão é roubado, muito provavelmente ele já foi bloqueado para não ser utilizado com outras redes móveis, pois ao inserir um SIM card não será possível realizar chamadas ou enviar mensagens de texto.

 

E se você descobrir que o smartphone é roubado depois da compra?

Basicamente você precisa provar que você comprou o produto roubado de forma inconsciente, sem saber que ele foi subtraído de alguém de forma prévia. Comprar produtos roubados de forma consciente é crime, sujeito inclusive à detenção.

Logo, vale mais você se assegurar de todas as formas que o produto comprado é de procedência legítima, seja comprovando o estado do dispositivo, a nota fiscal e usando as demais dicas desse post. Afinal, ninguém quer ter problemas com a justiça, não é mesmo?

Lembrando: ninguém está 100% seguro, mas seguindo os conselhos anteriores e a lógica, as chances de você comprar um produto roubado diminui consideravelmente.