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Um estudo realizado pelo Procon de São Paulo entre os dias 12 e 15 de abril revela um fenômeno alarmante: o preço de um mesmo modelo de um smartphone em São Paulo pode variar até 53,72%, em diferentes estabelecimentos que comercializam o produto (lojas físicas). O Samsung Galaxy S3 Mini (foto acima) é aquele que sofre a maior variação de preços. Aí, fica a pergunta: como isso pode acontecer?

O Procon-SP analisou 46 produtos em 10 lojas na cidade de São Paulo, nas cinco regiões da capital paulista (norte, sul, leste oeste e centro), com o objetivo de análise de preços para as vendas do Dia das Mães. Para um comparativo justo, o Procon só colocou na lista itens que são vendidos em, pelo menos, três dos estabelecimentos avaliados, já que nem todas as lojas que entraram no estudo contavam com algumas unidades do modelos em questão.

O Galaxy S3 Mini sofre a maior variação de preço, podendo ser encontrado a partir de R$ 819 no Walmart, e alcançando o valor máximo de R$ 1.259, no Extra. O Nokia Asha 308, modelo de entrada da fabricante finlandesa, apresentou uma variação de preço de 50,23%, com o valor mais barato em R$ 219, alcançando o preço mais elevado de R$ 329.

O terceiro colocado no ranking de dispositivos foi o Samsung Galaxy Y, com uma variação de valor de 36,20%, com preço mais barato de R$ 379, e o valor mais caro de R$ 516.

Alguns fatores explicam essa forte variação. O primeiro deles é o período que o lote de um determinado produto foi adquirido. Os fabricantes podem alterar o preço sugerido de um produto a qualquer momento, e dependendo da data que um determinado lote foi adquirido, o preço antigo prevalece.

O segundo fator deriva do primeiro. As lojas podem negociar os valores finais de venda do produto com o fabricante, dependendo da quantidade de unidades de um mesmo produto. No caso de uma mudança de preço por parte da fabricante, é possível ainda uma renegociação de valores, para repassar a redução de preço no valor final do estoque atual.

Outro fator que pode determinar essa variação de valores é o subsídio que uma determinada loja pode aplicar, por conta própria, em cima de um produto. Em alguns casos, para o estabelecimento, é melhor reduzir a margem de lucro no pagamento à vista (podendo recuperar esse lucro adicionando juros no pagamento parcelado) do que levar prejuízo com um produto que não produz giro de capital.

De qualquer forma, essa porcentagem tão alta de variação de valores parecer ser algo que só existe no Brasil. Tudo bem, promoções existem em qualquer país do mundo, e mesmo em mercados consolidados nós vemos preços promocionais em algumas situações. Porém, em via de regra, os preços são tabelados, e os valores reduzidos são promocionais. É muito raro ver uma diferença de mais de 50% entre uma loja e outra.

Logo, mais uma vez, fica a dica: pesquise e muito. Não compre na primeira loja que aparecer no seu caminho. E mesmo que você se depare com uma oferta irresistível, dê uma última conferida. No preço e na loja. Afinal de contas, você nunca sabe quando estará levando gato por lebre. Ou melhor, comprando um iphone (da Gradiente) acreditando que é um iPhone (da Apple).

Se bem que você tem que ser muito desinformado para cair numa dessas, não é mesmo?

Com informações do site da EXAME