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2015 chegou a fim, e chegou a hora de fazer uma revisão sobre algumas promessas e objetivos de alguns fabricantes. No caso específico da Samsung, a promessa era reduzir o catálogo de smartphones (promessa feita em novembro de 2014) em 25-30%, algo que seria motivado pela queda dos lucros.

O objetivo era um só: obter uma maior margem de lucros por smartphone vendido. Mas… será que a Samsung cumpriu a promessa? Mais: se cumpriu, as mudanças surtiram efeito?

 

Ao que parece, menos não é mais

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A Samsung teria facilidades para lançar menos smartphoens por ano, apesar do comportamento da empresa indicar o contrário. A redução, de fato, aconteceu: 2015 teve o menor número de lançamentos de smartphones dos coreanos desde 2009 (119 modelos). A tática de múltiplos lançamentos ajudou a empresa a se posicionar em 2012 como líder de vendas de smartphones, com 27% do mercado (78 modelos lançados naquele ano).

Em 2014, foram 58 novos modelos de smartphones da Samsung, agrupados dentro da grande família chamada Galaxy. Novas séries vieram, como a A (A3, A3 Duos, A5, A5 Duos), e a Alpha, que não voltou em 2015. A plasticidade de nomenclatura e o nascimento e morte de algumas séries é, de certa forma, um sinal de identidade da empresa, e não deu a sensação real de redução de lançamentos. Porém, dessa vez, eles conseguiram alcançar a marca estabelecida em novembro de 2014.

 

Quem parte e reparte sempre fica com a maior parte

Não faz muito tempo que Evan Blass (aka @evleaks) mostrou como a Samsung aumentou o número de smartphones dentro da série Galaxy S, a top de linha da empresa, nos últimos anos. Mesmo não sendo os mais vendidos, os modelos mais potentes são os que fazem mais barulho no mercado, chamando mais atenção.

Em 2015, vemos como o número de smartphones top de linha da Samsung simplesmente triplicou, sem falar no nascimento da série On e a expansão dos modelos com Tizen. Por outro lado, linhas como a Galaxy Ace não deram o ar da graça no ano passado.

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Logo, em 2015, a Samsung reduziu o volume de seus lançamentos de 58 em 2014 para 35 modelos no ano passado, baseando-se nos resultados obtidos pela ferramenta de busca do site GSM Arena, e deixando de fora os smartwatches (que não são telefones inteligentes) e versões de um mesmo modelo que só contam com um adicional técnico. Mais: a redução não foi de meros 30%, mas sim de quase 40%.

 

Reduzir para aumentar

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A hegemonia da Samsung atingiu o seu auge no Galaxy S4, que foi um grande sucesso de vendas no início, para depois experimentar uma queda, o que motivou a empresa a replanejar a sua estratégia na divisão de smartphones. O balanço econômico que a Samsung apresentou em outubro de 2015 mostra que os seus resultados eram positivos, mas não por conta da divisão mobile, e sim pelas mãos dos semicondutores.

A liderança da Samsung para os rivais ficou menor em partes pela crescente concorrência, que se tornou mais efetiva, principalmente nos mercados de referência, como é o caso da China. Em 2015, o design e a construção parecem ter sido a prioridade do consumidor, tanto nos modelos top de linha como em séries intermediárias. Vimos desaparecer as bordas quase imperdoáveis, obrigando a Samsung a sucumbir (finalmente) ao metal, além das telas curvas nas bordas, que se tornou algo representativo para eles.

Por outro lado, esta redistribuição do número de modelos por série deixou um total de quatro modelos flagships. Essa pode ser uma resposta ou tentativa de recuperar o impulso perdido no começo do ano, onde esses dispositivos, quando comparados com os modelos top de linha da Apple, não chamavam tanto a atenção.

Veremos se a Samsung segue reduzindo o número de smartphones lançados, e se a estratégia de aumentar o número de modelos top de linha funciona, recuperando suas vendas e ajudando a divisão móvel a entregar melhores resultados.