Estamos nas vésperas de um lançamento de um novo iPad Mini (ou não… nunca se sabe quais as surpresas que a Apple pode aprontar), que acontece logo depois da chegada do iPhone 5. Se tudo der certo, no final do mês de outubro, o mundo já terá conhecido todos os detalhes desse novo tablet, que já se torna um objeto de desejo dos fãs de tecnologia, mesmo sem ter sequer chegado ao mercado ainda.

Logo, nos sobra tempo e espaço de sobra nesse blog para começar as especulações e teorias sobre o quanto esse produto pode ser melhor que o iPad original. E mesmo não sendo um produto oficialmente confirmado pela gigante de Cupertino, já é vítima de uma infinidade de críticas, uma vez que ele é “apenas uma versão menor do iPad”, algo que segundo muitos, Steve Jobs nunca permitiu que acontecesse em vida. Até eu, que tenho minhas ressalvas em relação à Apple, acho esse argumento paupérrimo. A Apple não vive só de suas inovações e revoluções mercadológicas, mas também de acompanhar as necessidades desse mesmo mercado, e ir na direção daquilo que está funcionando bem naquele momento.

Nesse post, apresento uma lista de características onde o iPad Mini pode ser melhor que o iPad original, o que pode ajudar os mais indecisos a fazer uma escolha mais precisa e definitiva sobre o próximo produto a ser adquirido.

Mobilidade e peso

Esse aqui é bem óbvio, mas vale a pena ilustrar melhor o porque dessa escolha. Certamente o iPad original é um dispositivo que pode ser levado de um lado para outro. Afinal, é mais ou menos do tamanho de um livro ou revista. Porém, também é fato que um tablet de menor tamanho permite uma mobilidade ainda maior. Deixando de lado o fato de uma tela maior é melhor ou não para a visualização de conteúdos no dispositivo (pois é o usuário final que decide isso, e não eu ou você), a tela de 7.85 polegadas que o iPad Mini deve ter vai permitir um transporte muito mais cômodo em qualquer mochila, bolsa, ou até mesmo no bolso de alguns tipos de calças ou paletós, assim como é feito hoje com um tablet Android de 7 polegadas.

Outro ponto a se destacar sobre sua mobilidade é o peso do dispositivo, levando em conta que o iPad de terceira geração pesa aproximadamente 600 gramas. Uma versão de menor tamanho deve pesar um pouco mais de 300 gramas, que é uma grande vantagem na hora de levar o gadget para qualquer lugar, como um complemento de uso, ou até mesmo como uma ferramenta de trabalho ou educacional. Principalmente nas faculdades e universidades, que é (aparentemente) o foco principal desse produto.

Devo adicionar aqui que sou um usuário de um iPad, mas também usei diversos tablets Android (e pretendo adquirir um Galaxy Tab 7.7 até o final do ano), e para o meu uso e necessidades, um tablet menor oferece uma maior vantagem na hora de levar algum dispositivo para coberturas de imprensa e outras atividades. E tenho certeza que muitos amantes do iOS levam esse ponto em consideração antes de sair com um iPad por aí.

Preços

O iPad conta com muitas vantagens sobre os tablets Android, principalmente no que se refere à porcentagem de aplicativos que existem disponíveis para o iOS, mas o fato de existir no mercado um tablet com processador quadcore e excelente GPU por apenas US$ 199 (como o Google Nexus 7) é uma tentação muito grande para muitas pessoas. Além disso, existem muitas outras opções de tablets de baixo custo e boas configurações, como é o caso do Kindle Fire HD, que aos poucos, começa a abocanhar um pedaço da cota de mercado dos tablets da Apple.

Tudo isso é uma realidade. Os tablets da Apple possuem preços iniciais de US$ 499 na sua versão mais recente (ou US$ 399, no caso do iPad 2), e esses valores são muito altos para muitos usuários. E é aí que o iPad Mini entra. Na Europa, vazou nesse último final de semana uma suposta tabela de preços, que indicam que a versão mais barata do iPad Mini (WiFi e 8 GB) vai custar 249 euros. Levando em conta que os produtos da Apple são ajustados para 1 por 1 (US$ 1 = 1 euro), nos Estados Unidos, o novo tablet deve custar aproximadamente US$ 250 na sua opção mais básica, o que o tornaria muito mais acessível para a maioria das pessoas, e muito mais atraente que os tablets Android atuais. E, mais uma vez, o que influenciaria a favor do iPad Mini seria a oferta de mais de 200 mil aplicativos desenvolvidos para o iOS.

Obviamente, o iPad Mini deve contar com um armazenamento e hardware inferior ao iPad de terceira geração (isso, segundo os últimos rumores), contando com 8 GB e o mesmo processador do iPad 2 (A5), além de não contar com uma tela Retina Display. Não obstante, para o tipo de uso idealizado para o produto, esta não chega a ser uma limitação muito grave. De fato, com exceção dos jogos mais potentes, o iPad 2 pode fazer tudo aquilo que o novo iPad faz, de modo que a versão Mini também poderia fazer o mesmo, só que com uma tela de menores dimensões.

Porta Lightining

Talvez a vantagem mais evidente é o fato de contar com a nova porta Lightining, que foi apresentada pela Apple junto com o novo iPhone 5. É o tipo de atualização que “não tem mais volta”, e tudo indica que o novo produto vai ajudar a perpetuar a presença desse novo cabo junto aos usuários. Logo, a tendência é que os primeiros dispositivos pensados para esses produtos comecem a chegar ao mercado em larga escala, e ser parte dessa nova geração de dispositivos Apple é uma vantagem para os fabricantes e, principalmente, para os usuários, que contam agora com uma tecnologia superior ao cabo de 30 pinos.

iPad Mini chegará até o Natal?

Particularmente, acho difícil. Todos nós sabemos como a Apple trata o Brasil, e não acho que isso vai mudar tão cedo. Até porque o nosso mercado estará ainda muito concentrado na promoção de lançamento do iPhone 5, que deve chegar até o meio de novembro. Acredito que o iPad Mini só deve pintar por aqui no começo de 2013. De qualquer forma, lá fora, ele certamente estará disponível para compra no mês de novembro, a tempo das vendas de Natal, ajudando a impulsionar ainda mais as vendas da empresa para o final do ano. E, se você estiver de bobeira nos Estados Unidos em dezembro… quem sabe?