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A indústria da telefonia móvel oferece hoje números assombrosos, tanto nos dispositivos como em aplicativos associados e publicidade móvel, movendo um negócio fabuloso que transforma o smartphone no dispositivo estrela no mundo da tecnologia.

Pode parecer que a evolução do smartphone foi simples, mas não foi. O setor precisou de décadas de inovação, melhorias nos dispositivos, nas redes, softwares, design, peso e custo geral. Grandes adaptações foram feitas pelos fabricantes, operadoras e distribuidores a medida que a tendência de consumo foi mudando.

Os modelos atuais formam parte da última tendência iniciada pelo iPhone da Apple. Desde então, as inovações reais não foram muitas, ainda que melhoraram em (quase) todos os terrenos, com telas de maior qualidade, tamanho e resolução, além de chassis mais finos e leves, maior potência e conectividade.

Porém, tecnologias emergentes estão em desenvolvimento, e podem mudar substancialmente o uso do smartphone. Esse post revisa cinco dessas tecnologias.

 

Câmeras de profundidade

Os sensores das câmeras dos smartphones melhoraram de forma espetacular na ótica, resolução e e capacidade, ao ponto de substituir (e praticamente acabar) com o segmento de câmeras fotográficas compactas. Porém, não mudaram a experiência do usuário, algo que as câmeras de profundidade podem fazer.

Não é nada parecido com o que temos no Nintendo 3DS. Estas sabem a profundidade exata de cada pixel na imagem, e podem extrair uma geometria 3D da imagem. É a mesma tecnologia presente no Kinect 2.0 da Microsoft, e com aplicativos como o SLAM utilizados na robótica e em veículos autônomos, abre um campo enorme a ser explorado.

Telas Flexíveis

Vimos recentemente importantes avanços de alguns fabricantes nesse setor, como por exemplo as novas telas OLED da Samsung, que combinam as transparências, o modo espelho e as telas interativas em 3D trabalhando com o RealSense da Intel.

É uma nova forma de interação entre máquina e usuário, que também é pensada nos smartphones, adicionando ainda a capacidade de criar dispositivos com telas flexíveis e enroláveis. LG e Samsung estão dando os primeiros passos nesse sentido.

Smartphones modulares

Essa é uma proposta muito ambiciosa, onde o usuário pode montar o seu smartphone sob medida para suas necessidades, construindo o dispositivo ‘peça por peça’, parecido com o que fazemos com o PC desktop.

O Project Ara é o que está mais avançado no segmento de smartphones modulares, e vai incluir uma base que servirá de marco estrutural para incluir módulos adicionais independente da escolha do cliente. Também vai permitir a troca rápida de módulos sem a necessidade de restaurar ou fazer qualquer tipo de operação complicada no sistema operacional.

Realidade Virtual

A realidade virtual é uma das tecnologias emergentes que mudarão o uso dos smartphones. Diante dos grandes desenvolvedores para videogames (Oculus Rift, Sony Project Morpheus) que vão mais longe nesse aspecto, a indústria já oferece óculos de realidade virtual para smartphones.

Um deles é o Gear VR da Samsung. Não é um dispositivo de realidade virtual em 100%, mas usa do phablet Note 4 e seus sensores para assumir essa missão, conectado a uma porta USB 3.0. E em 2015, veremos melhorias nesse aspecto.

Baterias turbinadas

Um dos aspectos onde a tecnologia móvel não melhorou foi na autonomia de bateria. E a ‘culpa’ é da melhoria das especificações dos smartphones (tela, conectividade, design, etc). Há vários projetos em curso, todos eles com o objetivo da melhora das baterias em dispositivos, tanto na sua capacidade como no tempo de recarga. Um deles é o dos super-condensadores que utilizam a nanotecnologia e novos materiais como o grafeno, que não se degradam com o passar do tempo.