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Incrível como estamos em 2016, alguns dos grandes mitos sobre o PC continuam vivos, e por décadas. O pior de tudo é que tudo indica que eles não vão desaparecer a curto prazo.

Os mitos se mantém e, em alguns casos, foram exagerados a ponto de quase perderem o pouco sentido original, ficando relegados a um absurdo que ainda tem força enter as pessoas. Esse post tem como objetivo desmentir cinco desses mitos sobre o PC. Alguns provavelmente são muitos conhecidos. Outros, nem tanto. Mas todos ainda muito utilizados pelos leigos.

 

1. Jogar no PC é caro

Não. Jogar no PC não só não é caro, como que a médio prazo é mais barato que nos consoles.

Primeiro: você não precisa pagar R$ 2.500 em um PC para um bom desempenho nos jogos. É possível ter um bom notebook por pelo menos R$ 1.000 a menos. Também leve em consideração que um console não inclui a TV e alto-falantes, e no PC não precisamos recorrer a um sistema operacional pago para jogar. Basta ter uma licença antiga do Windows que não seja OEM para seguir utilizando o software em um novo equipamento.

Por outro lado, leve em conta o preço dos jogos. Várias lojas vendem jogos para PC no formato digital com preços muito baixos, sem falar nos packs disponíveis na web que oferecem uma economia muito maior. Tudo isso pode gerar uma economia a médio prazo muito grande.

 

2. Seu PC está ruim porque tem vírus

Outro mito muito comum, talvez um dos mais utilizados. Um PC pode ter funcionamento ruim por causa de malwares, e isso é bem óbvio. Porém, a frase é utilizada com muita frequência, inclusive com pessoas com algum tipo de formação em informática.

Vi vários casos onde essa frase foi usada para deixar uma reparação mais cara, com uma formatação o reinstalação de softwares. Logo, é preciso ter claro que nem sempre um vírus é o culpado pelo mau desempenho. Em muitos casos, a culpa é do próprio usuário que instalou programas que geram conflitos de algum tipo, ou pela instalação de aplicativos ou adicionais que consomem recursos, ou até por excesso de sujeira na torre e problemas com excesso de temperatura.

 

3. É ruim ter muita RAM ocupada

Quando a memória é ocupada normalmente, por aplicativos que utilizamos de forma voluntária, o mito se torna um absurdo total.

A RAM existe para ser utilizada (sem ser extremista), e ter uma grande quantidade dela vazia é o mesmo que ter um recurso desaproveitado. Quando alguma coisa está ocupando a RAM mas não está em uso em primeiro plano, temos uma situação onde podemos recuperá-la rapidamente, sem a necessidade de voltar a abrir o aplicativo.

Ou seja, se esvaziamos constantemente a RAM, temos que voltar a carregar muitos aplicativos que poderiam ficar em segundo plano. Isso faz com que o processador tenha que voltar a trabalhar, afetando negativamente o desempenho geral do equipamento.

 

4. É preciso desligar o PC

Diferente do que muitos acreditam, você não precisa desligar e ligar o PC por um determinado período, principalmente se o equipamento não é muito antigo (aproximadamente 10 anos). Obviamente, isso não quer dizer que você vai deixar o computador ligado a noite toda, mas existe a opção de suspender o computador, que é algo bem interessante.

Não confunda hibernação com suspensão. Na segunda opção, o sistema fica em um estado onde ele apenas consome energia, e todos os programas abertos ficam ativos na RAM. Ou seja, quando retornar ao estado de funcionamento, não haverá processos de gravação no disco, o que é muito bem vindo para quem tem uma SSD instalada.

Já a hibernação utiliza menos energia, além de realizar operações de gravação em proporção à RAM ocupada. De um modo geral, recomendamos a suspensão, principalmente no caso de longas jornadas de trabalho, facilitando a retomada da seção no dia seguinte.

 

5. É preciso trocar de PC a cada ano

Ou de forma constante, o que nos dois casos o mito é quase o mesmo que dizer que ter um PC é caro, tendo o mesmo fundo econômico. Isso é falso em todos os casos de uso possível.

Se você compra um PC para os games com componentes novos e fez um investimento minimamente razoável, não terá que trocar nada em pelo menos três ou quatro anos. Por exemplo, quem comprou um PC de linha média em 2013, com processador Core i5 ou AMD FX, 8 GB de RAM e gráficos Radeon HD 7870, tem um equipamento que funciona muito bem em 2016.

Se olharmos para os equipamentos multimídia ou de escritório, para tarefas menos exigentes, é fácil encontrarmos PCs com 10 anos ou mais de vida, e perfeitamente viáveis nos dias de hoje.

Logo, a necessidade de renovação a cada ano não tem sentido. Mas devemos ter em conta que é possível que alguns se deixem levar por essa “necessidade” de ter sempre o que é considerado o top de linha, mas é algo que não tem nada a ver com a obrigatoriedade que o mito quer passar.