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Depois de conhecer todos os detalhes do novo Samsung Galaxy S5, as ideias e impressões sobre o dispositivo começam a ficar mais claras. Chegamos no momento de estabelecer uma velocidade de cruzeiro no mundo dos smartphones, e aceitar que agora vamos viver apenas de pequenas melhorias?

Pelo visto, a alta velocidade de inovação não poderia se manter, e o Galaxy S5 pode ser esse ponto de inflexão. Para compreender o que a Samsung quis fazer com esse smartphone, temos a seguir cinco itens considerados básicos para entender o novo Samsung Galaxy S5.

1. A Samsung confia naquilo que funciona

A Samsung decidiu com este Galaxy S5 manter as linhas-mestre de design do seu Galaxy, ao qual se mantém desde o Galaxy SIII. É uma aposta ruim? Bom, se olharmos para as vendas do Galaxy S4, a resposta é NÃO, e por conta disso, a Samsung não se arrisca: apenas mudou a carcaça traseira, que passa a contar com um design similar ao do Galaxy Note.

Para quem já gosta da família Galaxy, certamente ficará satisfeito com o novo Galaxy S5. Para quem não gosta dos smartphones da Samsung, vai seguir não gostando, entendendo que eles apresentaram o mesmo smartphone pelo terceiro ano consecutivo. Mas na realidade é que aqueles que testaram o smartphone na MWC 2014 afirmam que o novo modelo segue sendo muito cômodo de ser utilizado, com um agarre confortável, e agora, é resistente à água e poeira.

2. Acabou a corrida pelas características diferenciadas

A Apple seguiu com uma estratégia confiável em relação às renovações dos seus iPhone. A cada ano par, aparece um smartphone que podemos considerar como novo, e no ano seguinte, ele lança uma versão melhorada do modelo anterior, adicionando um “S” no nome.

Diante das expectativas que o novo smartphone da Samsung poderia contar com um processador ultra potente ou uma tela de 2K, nos deparamos na realidade com uma atualização básica (e que faz mais sentido para muita gente) das especificações principais: um processador similar ao do ano passado, a mesma RAM, mesmo espaço de armazenamento, e até uma bateria cuja capacidade não aumentou como esperado.

E é aí que está outro elemento chave. A Samsung decidiu apostar em melhorar de forma menos direta os componentes internos e na bateria de 2.800 mAh (removível), que na teoria, melhora a autonomia de uso com a ajuda do software, tal como acontece (por exemplo) com a Sony, com o seu modo Stamina.

A Samsung aposta no seu Ultra Power Saving Mode, com truques como mudar a tela para um modo preto e branco, ou desativando os aplicativos não considerados essenciais para o funcionamento do dispositivo.

3. Samsung: definitivamente, a nova amiguinha da Google

Talvez a melhor notícia que a Google deu ao mundo Android em 2014 foi o acordo com a Samsung de compartilhamento de tecnologias. O objetivo principal desse acordo é frear o desejo da Samsung em se distanciar da própria Google. Afinal de contas, os dispositivos dos coreanos são responsáveis pela maior parte do mercado Android, e não era uma boa ideia ver a Samsung desenvolvendo o Tizen, com o declarado objetivo de ter o controle de software dos seus dispositivos.

Diante das funções e extras que a Samsung apresentou no Galaxy S4, o novo Galaxy S5 foi reduzido praticamente ao mínimo nas inovações, com uma TouchWiz mais simples em vários aspectos. Isso fica claro nos ícones de configuração. E aí está a influência do Android “puro” de volta aos dispositivos da Samsung.

Resta saber se esse é um indício para que muitos acreditem que a TouchWiz está com os dias contados. Só o tempo vai responder essa questão.

4. Quantificar o usuário não é uma brincadeira de criança

A quantificação não é algo novo, mas os grandes fabricantes vão apostar nessa tendência com mais força. E no caso específico da Samsung, não falo só da nova pulseira Gear Fit, mas também do seu novo smartphone.

Muitos se perguntam “qual é o sentido ter um sensor de pulsações em um smartphone?” Para começar, apontar algo diferente e midiático no Galaxy S5, mas também abrir caminho para uma tendência onde no ano passado já estava bem clara com o S Healt, que vai muito além do monitoramento esportivo, adentrando no verdadeiro motivo de tudo isso: o cuidado da saúde do usuário.

5. Leitor de digitais – para não dizer que ficou atrás de ninguém

A corrida para se manter como dispositivo referência no mundo Android não é a única coisa que preocupa a Samsung. Seu duelo com a Apple pelo trono dos “smartphone top dos tops” continua, e eles adicionaram um leitor de digitais no Galaxy S5, implementando no botão iniciar o sensor, mas com o uso de parte da tela para o completo funcionamento.

A Samsung foi um pouco mais além, e fechou um acordo com a PayPal, para permitir os pagamentos dos seus serviços pelo smartphone, através da identificação digital. Então, veremos finalmente como esse sistema vai funcionar e prosperar, não só no smartphone da Samsung, mas também nos dispositivos dos demais fabricantes.