celulares de 2008

Em 2008, temos como destaque a chegada do primeiro smartphone com o sistema operacional Android, um novo sistema que viria pelas mãos de uma gigante, que assumiria o trono de um mercado de celulares que era dominado por Nokia, BlackBerry ou Motorola. Aliás, as três empresas já contavam com dificuldades por conta da chegada e crescimento da concorrência. Sem falar que foi em 2008 que nasceu o TargetHD.net.

 

T-Mobile G1

T-Mobile G1

Se em 2007 o ano era da chegada da Apple no mercado mobile, em 2008 foi o ano da Google, que dava os primeiros passos para o domínio globla que vemos hoje. Em 2008, chegou ao mercado o T-Mobile G1, fabricado pela HTC (por isso também conhecido como HTC Dream).

O T-Mobile G1 vinha com um sistema operacional recém nascido, que representava a alternativa a um futuro de interfaces touch, aplicativos e internet no bolso, indo além dos celulares disponíveis na época. Nesse caso, traria widgets além dos tais aplicativos, além do fato de ser um sistema aberto e acessível. Era mais barato que alguns dos seus principais rivais (US$ 179), mas também com memória limitada (1 GB de armazenamento, expansíveis até 8 GB) com um conector para fones de ouvido não-padrão.

 

iPhone 3G

iPhone 3G

Depois da apresentação do primeiro iPhone no ano anterior, a Apple repetiu o feito com o iPhone 3G. A nova interação adicionava conectividade 3G e era mais fino, mais potente e mais fluído por conta das melhorias de hardware, apesar da câmera não receber melhora significativa em relação ao modelo anterior.

Um segundo iPhone com um preço de lançamento menor que anterior (US$ 200 ou US$ 300, para os modelos de 8 GB ou 16 GB), assentando a não necessidade de uma stylus ou ter um slot para cartões de memória. Era um iPhone de plástico negro ou branco, que teve mais de 180 mil unidades vendidas no dia do seu lançamento nos Estados Unidos. Nesse ponto, o mercado de celulares tradicionais já se encontrava com dificuldades para encontrar argumentos que seduzissem o consumidor.

 

Nokia 5800 Xpress Music

Nokia 5800 Xpress Music

Quando outros já estavam trabalhando com telas touch a algum tempo, a Nokia ainda tinha algo pendente com o seu sistema operacional. No seu ritmo e com seus métodos, a empresa finalmente apresentou o Nokia 5800 Xpress Music, que captou a atenção de quem ainda não havia se convencido pelos novos players do mercado mobile.

Assim, a Nokia continuou a linha Xpress Music que estreou no ano anterior, com o modelo 5800, o primeiro celular/smartphone que contava com o Symbian S60. Destacava no seu momento a sua tela de 3.2 polegadas (640 x 360 pixels), além de conectividade WiFi e uma pequena stylus.

 

BlackBerry Bold 9000

BlackBerry Bold 9000

Outra empresa que decidiu apostar no seu sistema operacional e no teclado físico na era dos dispositivos com tela touch foi a BlackBerry. O BlackBerry Bold 9000 contava com uma tela de 2.6 polegadas (480 x 320 pixels) e um design que seria um dos mais representativos da empresa (com o botão central em forma de semi-esfera protuberante).

Porém, essa era uma época em que a (então) Reserach in Motion era mais prolífica nos seus lançamentos, e nesse mesmo ano veríamos outros modelos, como o Curve 8900 e o Storm 9350, este último com tela touch de 3.35 polegadas. Já o Bold contava com 1 GB de armazenamento (expansíveis via microSD de até 8 GB e uma câmera traseira de 2 MP com flash LED.

 

Motorola AURA

Motorola AURA

Pese ao fato do formato das telas touch ocupando grande parte da frontal do dispositivo começava a ficar em evidência, alguns fabricantes ainda apostavam em celulares com design chamativos e peculiares. Depois de alguns projetos considerados impossíveis pelas mãos da Nokia (como o 7600), a Motorola lançou o AURA, um smartphone com tampa mas não no formato clamshell, mas girando de um lado a outro em um plano horizontal.

Com uma tela redonda de 1.55 polegadas e fabricado em aço, se tratava de uma aposta muito focada no usuário que não buscava muito mais do que telefonar. Contava com 2 GB de armazenamento interno e um preço de lançamento de exorbitantes US$ 2 mil, mais uma prova de que ele não era pensado para ser um celular para o grande público.