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No último dia 3 de abril completou-se cinco anos da chegada ao mercado do primeiro iPad. Alvo de muitas críticas no começo, ele transformou a indústria, criando um segmento de mercado com vendas assombrosas. Porém, o cenário mudou muito depois disso, e apesar do iPad ainda ser uma força dominante, a desaceleração de mercado é uma realidade.

Fatores como o sucesso dos phablets e ciclos mais curtos de renovação para os tablets influenciam nessa queda. Sem falar nos demais fabricantes que ofereceram produtos tão competentes quanto, mas custando bem menos. Mesmo assim, é fato que o iPad ainda é o protagonista do mercado de tablets.

 

Um êxito notável

O início do iPad foi o mais espetacular em vendas da história da Apple, superando inclusive o iPhone. Foram 250 milhões de unidades vendidas em menos de cinco anos, com 20 milhões de unidades vendidas no primeiro ano, e 50 milhões no segundo ano. Apesar do crescimento ter se freado, os números totais no período é de 260 milhões de unidades, de acordo com os últimos resultados financeiros da empresa.

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Este sucesso de vendas fez com que outros fabricantes aproveitassem o momento e lançassem os seus próprios dispositivos, com a imensa maioria baseada no Android. Esses fabricantes trataram de convencer os usuários que suas propostas valiam a pena, mas que também se diferenciavam por muitos serem modelos com telas de 7 polegadas.

A Apple contra-atacou em 2012, como iPad mini, ampliando assim o seu catálogo de tablets e oferecendo uma alternativa mais acessível e portátil. Porém, esses dispositivos não evoluíram no mesmo ritmo que os modelos maiores na última geração, e somado com o sucesso do novo iPhone 6 Plus, as vendas do iPad mini foram afetadas.

 

A desaceleração não parece incomodar (por enquanto)

Os resultados fiscais dos últimos trimestres mostram que as vendas dos iPads já não são o que eram antes. Os crescimentos espetaculares são coisa do passado, mas isso parece não ter desanimado a Apple, que segue melhorando os seus produtos. Um exemplo disso é o iPad Air 2, que tem peso e dimensões ainda menores que o primeiro modelo, além de um desempenho que salta aos olhos dos usuários desses tablets.

Isso deixa clara a aposta de uma Apple que, por enquanto, segue apostando nesse segmento, apesar da queda nas vendas. A tendência é de queda também nos lucros, mas o mercado de tablets ainda é importante para eles, sem falar nas melhorias no OS X e no iOS, que fazem com que os diferentes produtos do seu catálogo se entendam muito bem.

A evolução das vendas por segmento deixa claro que o negócio dos iPhones é cada vez mais importante para a Apple. Já os tablets representavam 20% das vendas no primeiro trimestre de 2013, e essa porcentagem caiu para 12% no primeiro trimestre fiscal de 2015. É claro que 12% é uma fatia muito relevante para a Apple: são quase US$ 9 bilhões arrecadados em três meses, mas que não escondem que as vendas foram 22% menores que no ano passado.

 

O que reserva o futuro do iPad e do mercado de tablets?

Os demais fabricantes também reconhece essa realidade, mas isso não impede que alguns dispositivos se destaquem nos últimos tempos, como o Sony Xperia Z4 Tablet ou o Dell Venue 8 7000. A concorrência investiu muito no hardware, mas ainda é evidente que a grande vantagem do iPad é a de um catálogo de software especialmente pensado nesse formato.

O futuro desse setor pode parecer complicado nesse momento, mas rumores indicam a possível chegada de um ‘iPad Pro’, que teoricamente competiria com produtos como o Microsoft Surface Pro 3. Alguns apostam na inclusão de uma stylus para esses dispositivos, e parece inevitável pensar que a tecnologia Force Touch presente no MacBook e nos novos MacBook Pro Retina de 13 polegadas também pode ser aproveitada nesses dispositivos, tal como (previsivelmente) pode acontecer nos próximos iPhones.

A adoção do padrão USB-C também pode ser algo viável para um futuro iPad de grande formato, ainda mais pensando em uma maior produtividade. A aparição do MacBook com essa porta faz com que os rumores percam um pouco de sentido, mas se chegar ao mercado, será interessante ver como a Apple deve propor as diferenças de uma e outra solução.