É o governo chinês… sendo governo chinês. Eles sempre tiveram um posicionamento muito intolerante em relação aos videogames. De modo que ninguém se surpreendeu com a notícia que é tema desse post, mesmo com a recente decisão do governo que Pequim de considerar os jogos eletrônicos como uma forma de entretenimento válida, e não uma ferramenta de subversão. Bom, essa regra não se aplica a todos os jogos.

As autoridades chinesas proibiram a venda do jogo Battlefield 4 no país. O jogo no restante do mundo dito civilizado se tornou um sucesso arrebatador, mas por trás da Grande Muralha, o game da Electronic Arts foi classificado como “uma ameaça para a segurança nacional”.

O jogo se desenvolve em um universo alternativo, onde um grande comando militar chinês lança um golpe de estado com o apoio da Rússia, e esse  golpe ameça desestabilizar o mundo inteiro. A ideia que os gamers chineses possam enfrentar as tropas nacionais não parece ter sido muito bem recebida nas altas esferas do governo, ao ponto do Ministério da Cultura ter proibido a venda do jogo em todos os seus formatos, incluindo demos, itens complementares, e até a difusão de cobertura informativa, chegando inclusive a censurar o nome do jogo na rede social Weibo.

Antes desse ato de censura, o diário nacional China Military descreveu Battlefield 4 como “uma afronta à imagem da China”, e uma “nova forma de invasão cultural”. Estes são os argumentos que o governo chinês usa para proibir os videogames no país desde o ano 2000, quando os mesmos foram considerados uma ameaça ao desenvolvimento moral da juventude.

Tal como aconteceu durante o período que os videogames só poderiam ser adquiridos no “mercado cinza”, é difícil saber se esta decisão terá um impacto real entre os jogadores chineses. De forma oficial, Battelfield 4 não foi lançado no país, mas o game é quase tão popular como em qualquer outra parte do planeta. E sites chineses com o link para download do game podem ser encontrados aos montes.

Via ZDNet