bloatware

 

O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China abriu guerra aos bloatwares, publicando uma série de regulamentações preliminares que exigem que todos os smartphones vendidos no país contem com um recurso que permita aos usuários a desinstalação de aplicativos pré-carregados não essenciais.

A medida entra em vigor no país a partir do dia 1 de julho de 2017.

 

O bloatware nos smartphones é algo frustrante. Os fabricantes castigam os usuários pré-instalando vários softwares que, na sua maioria, são inúteis e não solicitados pelos clientes.

Ou existem alternativas melhores, ou são apps redundantes, ou apps e jogos que só ocupam espaço no dispositivo. Os bloatwares afetam o desempenho, funcionamento e estabilidade do dispositivo, e em alguns casos podem comprometer a segurança. Em várias situações, eles não podem ser removidos pelos métodos habituais.

Os fabricantes também deverão proibir que seus distribuidores carreguem os aplicativos nos dispositivos sem o consentimento dos consumidores. Os apps pré-instalados eliminados pelo usuário não poderão ser restaurados em caso de atualização do sistema operacional.

A medida visa evitar que os vendedores de smartphones realizem cobranças indevidas para apps pré-carregados, divulguem dados pessoais do usuários, e o empacotamento de aplicativos não essenciais em novos smartphones.

Os fabricantes de smartphones Android com interfaces próprias enchem o smartphone de apps que são, na maioria dos casos, apenas lixo. Outros até adicionam bloatwares nas atualizações do sistema, inclusive a Apple (que prometeu ocultar ou permitir a desinstalação de alguns aplicativos nativos do iOS 10).

O bloatware segue sendo um grande problema. Os fabricantes não respeitam os clientes, e no final das contas, os governos e órgãos de defesa do consumidor precisam intervir.

A China já levou alguns fabricantes aos tribunais, e a nova normativa ao menos limita a medida e entrega o controle para o consumidor sobre o que deve ou não estar instalado nos smartphones.

 

Via Digitimes