inteligente

Hype é Hype. Hoje, vivemos o hype da expressão “dispositivos inteligentes”. Na verdade, de inteligentes mesmo temos poucos dispositivos. E muitos são bem pouco inteligentes.

O uso desse termo alcançou os limites do absurdo na CES 2017, quando pentes, assentos sanitários, calçados e outros gadgets foram apresentados na feira de Las Vegas com o famigerado sobrenome “inteligente”.

O que a maioria desses produtos possui de diferente é contar com um conector Bluetooth que, por sua vez, se conecta ao smartphone, que quantifica ou monitora alguns dos dados coletados pelo dispositivo, que exibe os dados para o usuário na tela do dispositivo móvel.

Ora, com essa teoria em mente, não seria melhor chamar tais dispositivos de “conectados” no lugar de “inteligentes”?

Seria. Mas não é isso o que acontece.

 

pente conectado - Chamamos de inteligente, quando queremos chamar de conectado

 

É muito mais mediático para qualquer fabricante de tecnologia divulgar o seu produto como “inteligente” ou “smart”. Afinal de contas, o termo passa a falsa associação com o produto mais popular do mercado de tecnologia nesse momento: o smartphone.

Sim. Esse sim é “smart”. Esse sim pode ser chamado de “telefone inteligente”. Porque ele é inteligente. Ele, por si, faz todos os recursos básicos de um telefone móvel, além de realizar tarefas de armazenamento de dados, processamento de dados, instalação de aplicativos, jogos e outras rotinas, sem depender de um outro hardware para isso.

Completamente autônomo e independente.

A mesma regra da “falsa ideia de smart” se aplica a alguns smartwatches, que dependem do smartphone para configurações mais específicas. Por exemplo, a última versão do Apple Watch (Series 3) se tornou algo mais próximo do considerado “smart” só agora, com a sua independência de conectividade. E, mesmo assim: para algumas funcionalidades, ele depende do iPhone para obter uma experiência plena.

Agora, se uma pulseira, pente, calçado ou derivado precisa de um segundo dispositivo de hardware para complementar o seu uso ou suas funcionalidades… ele não é exatamente “inteligente”. É meio burro, inclusive. Pois sozinho ele deixa de fazer um monte de coisas.

 

gadget conectado - Chamamos de inteligente, quando queremos chamar de conectado

 

Logo, fabricantes… maneirem um pouco no uso do termo “smart”. Nem tudo é smart nesse mundo de tecnologia, e temos que respeitar o consumidor também nesse aspecto.