Depois de muitas pedradas, a Foxconn está ficando sem janelas, e parece que era questão de tempo para que seu chefe viesse à público para esclarecer as coisas (ou pelo menos para expor o seu ponto de vista sobre as acusações que caem sobre a empresa). Em um comunicado assinado por Guo Tai-ming, CEO da Foxconn, esclarece que “acreditamos que de forma alguma somos uma empresa clandestina. É muito difícil gerenciar um equipe de produção de mais de 800 mil pessoas. Com outros funcionários espalhados ao redor do mundo, a soma é de quase 900 mil, de modo que há muito trabalho para se fazer todos os dias. Porém, acreditamos que, em breve, seremos capazes de estabilizar a situação”. Só pra esclarecer, para quem ainda não sabe: nos últimos dias, morreram 11 funcionários da empresa (a maioria por suicídio), isso sem falar de denúncias de contratos de trabalho, que exigiam que cada trabalhador cumpra de 60 a 100 horas extras a cada mês, os abusos verbais contra os trabalhadores e redução de pagamentos e bonificações por produtividade de forma aleatória, resultando em um salário minimo de 900 yuanes (ou 132 dólares), que é muito abaixo do que a posição deles paga em outras empresas na China.

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