VIP

Ter uma legião de seguidores tem as suas vantagens. O Twitter está implantando uma nova função que permite a eliminação da publicidade para determinados usuários.

O motivo por essa decisão pode estar por não incomodar aqueles usuários que são os mais ativos na rede social, de modo que eles podem seguir twittando de forma cômoda e tranquila, sem a presença de publicidade, nem de tweets sugeridos. Porém, para conseguir tal privilégio não basta ser um web celebrity: é preciso ter uma boa média de tweets publicados e interações com os demais usuários.

O movimento pode ser uma medida para melhorar os números do Twitter, já que podemos pensar que mantendo os usuários mais populares aumenta o número de novos usuários na rede social. Por outro lado, esse acesso VIP é algo bem limitado. Caso contrário, ele causaria um impacto considerável nos lucros via publicidade, algo que com certeza não é o que eles precisam nesse exato momento.

É uma estratégia pensada no “perdemos de um lado, mas conquistamos por outro”. Não é uma estratégia tão falha assim. O Twitter busca formas de se manter vivo e relevante, não apenas porque existe uma concorrência dentro das redes sociais, mas porque o serviço sente o peso do tempo de atividade, e principalmente, por não se fazer rentável nesse tempo.

Aliás, entendo que o principal concorrente do Twitter não é o Facebook, mas sim os aplicativos de mensagens instantâneas, que promovem uma comunicação mais direta e eficiente entre duas ou mais pessoas. O Twitter se tornou muito mais uma via de consumo de conteúdo do que de comunicação direta. Quem quer falar alguma coisa para alguém vai hoje para o WhatsApp, Telegram ou Facebook Messenger, e não para a DM do Twitter.

O Twitter serve hoje para fazer barulho. Não que isso seja algo ruim, que fique bem claro.

Via Recode