Se o ranking da FIFA não nos quer mais no Top 10, o mercado de tablets quer! Segundo um estudo realizado pela IDC, o Brasil garantiu em 2012 a décima posição no ranking mundial de vendas de tablets. Somente no terceiro trimestre de 2012 foram comercializadas 769 mil unidades desse segmento de produto no país, e a previsão é que até o final do ano, sejam vendidos 2.9 milhões de unidades.

Os números são promissores. O IDC prevê que, até 2013, 5.4 milhões de tablets já tenham sido comercializados em nosso mercado. As vendas do terceiro trimestre desse ano representam um aumento de 2% em relação ao trimestre anterior, e se comparados aos números do mesmo período em 2011, o crescimento é de expressivos 127%. Hoje, os tablets estão no topo da lista de desejos dos consumidores brasileiros, com uma taxa de crescimento sustentável e contínuo.

Em compensação, o mercado de computadores pessoais no Brasil sofreu uma queda de 0.3%, comparando com os dados do terceiro trimestre de 2011. 46% dos tablets comercializados no país durante o terceiro trimestre de 2012 possuem um preço inferior a R$ 500, e 80% desses tablets possuem o sistema operacional Android. Não discutindo aqui a qualidade desses produtos, mas fato é que boa parte dos usuários podem fazer com um tablet o que fazem em um notebook, mesmo dos mais baratos (navegar na internet, ler e-mails, acessar as redes sociais, alguns jogos, etc), o que pode justificar a troca.

O estudo também mostra que o consumidor de tablets no Brasil não é muito exigente em sua maioria, sem se importar com as especificações técnicas do produto, e priorizando o preço no lugar da qualidade. O próprio estudo indica que o brasileiro ainda não está propenso a pagar mais caro por um tablet, mesmo que ele lhe ofereça diversas vantagens e uma qualidade maior.

Em 2011, o Brasil ocupava o posto #12 no ranking mundial de tablets. O líder mundial nesse segmento segue sendo os Estados Unidos, que possui um mercado de tables pelo menos 12 vezes maior que o brasileiro. Lá, grande parte da população já possui um computador, e está mais propenso a comprar um tablet como um dispositivo complementar. Aqui, pelo visto, ele está se tornando a primeira opção de uso para tarefas conectadas.

Via Assessoria de Imprensa – IDC Brasil