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A BlackBerry viveu sua era de ouro com os usuários profissionais, e não faz muito tempo. Em 2009, a marca alcançava 40% de cota de mercado nos Estados Unidos.

Mas o crescimento do Android e a resistência dos canadenses em aderirem a este sistema operacional custou caro. A empresa abraçou o sistema da Google tarde demais, e seus dispositivos ficaram obsoletos quando os aplicativos mais importantes deixaram de dar suporte para os seus sistemas operacionais.

Pese a tudo isso, há usuários que seguem agarrados aos seus BlackBerrys. E essas pessoas são cada vez mais raras.

Vamos ver o que as motivam a permanecer.

 

 

Não vivo sem meu teclado físico

 

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O teclado físico parece ser o denominador comum entre os fiéis. É impossível não topar com um fã digitando orgulhoso suas mensagens.

O BlackBerry Bold 9700 reinventou o mercado de smartphones em 2009, e por causa dele muitos usuários repetem o mantra “pelo teclado e pelo melhor sistema de segurança” como argumentos para manter o seu dispositivo nas mãos.

Tem gene que em 10 anos só teve dois smartphones (BlackBerry, obviamente), e outro argumento pela fidelidade é a sua resistência. E esse nem foi o problema dos canadenses.

As pessoas ainda ficam de olho em quem usa um dispositivo da marca, e seus donos ainda afirmam orgulhosos que “suas telas não se quebram como as do iPhone”.

E tem gente que nem se importa com a ausência da integração do Facebook. Claro que, no caso do WhatsApp, a coisa muda um pouco de figura.

Mesmo porque até fidelidade tem limite!

 

 

Adeus WhatsApp, adeus BlackBerry

 

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Já um proprietário do BlackBerry Curve 8520 afirma que usa seu smartphone como modelo secundário para (atenção aqui) “poder falar pelo WhatsApp, porque o teclado é mais cômodo”.

O teclado é mesmo algo imprescindível. Sentir a pressão nos dedos é uma das coisas associadas aos smartphones BlackBerry.

Porém, para quem usa o dispositivo por causa do WhatsApp, fica claro que, quando o suporte ao aplicativo acabar, eles abandonam o BlackBerry logo depois.

Mesmo assim, a sensação de exclusividade é quase única. Ver um jovem utilizando um BlackBerry é quase como ver alguém com um walkman ouvindo música pelas ruas.

Por fim, para quem tem um BlackBerry Priv, que já conta com o sistema operacional Android, afirmam que o sistema operacional do passado eram limitados, com poucos aplicativos e interface rudimentar.

 

BlackBerry, no princípio do seu fim

 

A conclusão que chegamos aqui não é nenhuma novidade: o fim dos dispositivos BlackBerry e do seu sistema operacional não vai demorar a chegar.

É possível que o processo seja acelerado com a saída do WhatsApp. Mas sempre teremos os seus fiéis.

Eu prefiro lembrar dos canadenses como eram em vida: grande e com relevância, enchendo o mundo de dispositivos com teclado QWERTY físico, dominando 40% da cota de mercado nos EUA.

Adeus, BlackBerry.