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É possível que a operação de venda da BlackBerry demore um pouco mais do que se imagina, mas não pense que as notícias sobre o assunto não param de aparecer. Já sabemos que eles vão seguir fabricando smartphones, que Thorsten Heins está mesmo fora da empresa, e agora, através da agência de notícias Reuters, vamos ficar sabendo que a junta diretiva dos canadenses chegou a pensar na possibilidade de vender a empresa em partes.

Na verdade, a empresa seria repartida em múltiplas divisões, que seriam depois oferecidas ao mercado, para que os interessados naquelas partes adquirissem a fatia desejada. E empresas interessadas nessa forma de compra não faltaram, entre elas, Apple e Microsoft.

Segundo a informação obtida pela Reuters, as ofertas realizadas pelos compradores potenciais de toda a empresa ou de alguma de suas divisões não foram convincentes para os sócios da BlackBerry, que vão desde acionistas comuns até empregados, ou mesmo provedores de componentes. No lugar da venda, e diante das dificuldades da Fairfax Financial em finalizar a compra, eles optaram pela injeção de US$ 1 bilhão para garantir a sobrevivência da empresa a curto prazo.

Mas provavelmente o detalhe mais interessante da matéria da Reuters é que a Apple e a Microsoft expressaram interesse na BlackBerry, mas apenas na compra de toda a empresa. O objetivo das duas empresas era a propriedade intelectual envolvida, que desde a sua fundação nos meados da década de 1980, acumulou um grande catálogo de patentes relacionadas com os dispositivos e tecnologias de telecomunicações.

O que não está totalmente claro é se as ofertas realizadas foram de forma individual ou em conjunto, uma vez que ainda que Apple e Microsoft apareçam publicamente como rivais, bem sabemos que ambas sabem deixar as suas diferenças de lado quando o assunto é rentável para ambas. Um claro exemplo disso pode ser visto na quebra da Nortel, quando Apple, Microsoft e a própria BlackBerry (na época, RIM) se uniram para adquirir as patentes da citada companhia de telecomunicações.

Não podemos descartar que essa situação volte a acontecer, mas o fato é que, pelo menos por enquanto, a BlackBerry manterá todas as suas divisões intactas, e uma estratégia comercial que contempla a venda de smartphones. Mas isso, por enquanto. Vamos ver o que o futuro reserva para todos os envolvidos.

Via Reuters