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Olhando para o BlackBerry Passport com um pouco mais de atenção, além do formato quadrado do dispositivo, ele se destaca por ser o melhor smartphone com teclado QWERTY físico possível, voltado para a produtividade, e trabalhando com software e serviços que apostam nesse aspecto para sobreviver na guerra da melhor experiência corporativa entre os smartphones.

Na trajetória da BlackBerry (antes RIM), o segmento profissional foi a fonte do seu sucesso. Porém, a migração para o mercado de consumo, com a confluência de telefones touch com uma grande experiência e ecossistema em conjunto com serviços de mensagens instantâneas não foi tão bem sucedida como a empresa imaginava.

O BlackBerry 10 foi uma das apostas para a reação: um sistema com uma interface nova, modelos top de linha com tela sensível ao toque (Z10 e Z30), e a pretensão de acolher os ‘desiludidos com a falta de inovação da Apple no iPhone’. Não deu certo, como vocês bem sabem.

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O resultado? A BlackBerry ficou com uma crise ainda maior e com crescimento mais acelerado. Precisou demitir funcionários em massa, se retirar de mercados específicos… foi tão mal, que não conseguiu se vender para a sua principal pretendente, a Lenovo.

 

Passport, um BlackBerry para quem gosta da BlackBerry

O BlackBerry Passport é uma volta às origens, que tenta reconquistar os usuários mais fiéis ao produto: o usuário profissional. Apesar de sua proposta excêntrica, pontos como tela, autonomia de bateria, teclado físico, integração com aplicativos Android (via Amazon Appstore) são aspectos positivos no modelo. São provas que eles querem mostrar ao mundo que eles são a BlackBerry, e não a nova ‘Apple wannabe’.

A pergunta que fica é: teria sido diferente se a BlackBerry tivesse apostado no Passport antes dos modelos da série Z?

Em 2013, quando o BlackBerry 10 apareceu, o cenário já estava definido, e já era um pouco tarde para quase tudo: um novo sistema operacional, serviços de mensagens em multiplataformas, dispositivos com telas touch, etc. É provável que se tivessem apostado nisso um pouco antes, os verdadeiros fãs dos produtos da empresa permanecessem com seus produtos.

Isso pode ser visto nos primeiros reviews do BlackBerry Passport publicados lá fora: enquanto sites tradicionais em diversos momentos citam em sua análise “já no meu iPhone…”, o CrackBerry, especializado na marca canadense, aponta o modelo como “o melhor BlackBerry da história”.