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Nunca diga nunca. Jamais. É algo que John Chen, CEO da BlackBerry, defendeu em uma entrevista ao Code/Mobile, ao explicar que sua empresa pode abandonar o negócio de hardware se não se tornar rentável em 2016.

Se as coisas não andarem como deveriam, Chen não vai pensar duas vezes na hora de cortar o mal pela raiz, centrando seus esforços nos serviços de segurança para outras plataformas. Apesar disso, o CEO ainda não quer jogar a toalha, e durante a entrevista, mostrou mais uma vez o BlackBerry Priv, primeiro smartphone Android da BlackBerry (e o primeiro a contar com um sistema operacional que não é o da empresa).

Na verdade, o número decisivo para a sobrevivência da BlackBerry no mercado mobile está definido: ou a empresa vende 5 milhões de unidades dos seus novos produtos (principalmente o BlackBerry Priv), ou a empresa abandona o setor. A tarefa não é nada fácil: no último trimestre, eles venderam apenas 800 mil unidades de todos os seus produtos somados, resultando em uma cota de mercado de apenas 0.3%. Algo inimaginável em 2005, por exemplo.

Chen quis que o novo Priv centre sua importância em três aspectos essenciais. O primeiro, na aposta por outros ecossistemas; o segundo, o fim da falta de aplicativos que o BlackBerry 10 sofria; o terceiro, manter as soluções de segurança da empresa, algo que eles jamais deixaram de lado e segue sendo algo primordial para a BlackBerry.

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Sobre a sua disponibilidade, Chen confirmou que o smartphone chega ao mercado no final de 2015 (imaginamos que primeiro nos EUA), por um preço que será compatível com o de outros dispositivos top de linha.

Mas isso não quer dizer que não teremos mais smartphones com BlackBerry 10 – cuja segurança é maior do que a de qualquer outro sistema. Segundo informa, devemos esperar dois smartphones com esse sistema em breve, sendo um deles uma versão alternativa do Priv.

2015 é um ano decisivo para a BlackBerry. Boa sorte para eles.