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Depois de dois meses de negociações, tensão de todos os lados e especulações das mais diversas, o acordo de venda da BlackBerry com o grupo de investimentos Fairfax Financial chegou ao fim, e da pior forma possível para a empresa de Waterloo. O diário canadense The Globe and the Mail informa (através de fontes próximas à mais alta esfera de executivos da BlackBerry), que os planos de venda foram abandonados, e que a ideia agora é seguir com os seus planos de tentativa de sobrevivência.

Recapitulando: a BlackBerry fechou um acordo preliminar de venda para a Fairfax Financial de US$ 4.7 bilhões. Acordo esse que, se concretizado, seria concluído e oficializado nesse mês de novembro. Nesse meio tempo, a BlackBerry recebeu outras propostas de venda, de diversas gigantes de tecnologia (como Google, Intel, Samsung e LG, entre outras), de forma oficial ou não.

Agora, no lugar da venda, a BlackBerry opta por receber US$ 1 bilhão de investimentos para seguir a sua reestruturação. Pode não parecer muito, mas são mais de 20% do valor proposto pela Fairfax, com a opção de pagamento a longo prazo.

A mudança de estratégia já gerou efeitos colaterais imediatos. Thorsten Heins, que foi nomeado CEO da empresa no começo de 2012 (e estava com cara de assustado quando apresentou os novos smartphones com o sistema BlackBerry 10, no começo de 2013), vai abandonar o seu posto na empresa, sendo substituído por outro executivo de alto escalão, cujo nome ainda será divulgado.

Heins substituiu Jim Balsillie e Mike Lazaridis no comando da BlackBerry. Sua saída pode ser facilmente explicada com o fracasso do sistema BlackBerry 10 e dos seus respectivos lançamentos (até hoje, os modelos lançados em 2013 vendem menos do que os smartphones lançados nos anos anteriores), e pela decisão de orientar a empresa para o mercado empresarial, reduzindo o número de dispositivos disponíveis, e abandonando o segmento de consumo (quase que) por completo.

Dependendo do nome escolhido para substituir Heins (mesmo que de forma interina), o futuro da BlackBerry pode ser traçado de vez. Uma estratégia a curto prazo será traçada por John S Chen, antigo chefe da Sybase. Ainda não sabemos se haverá mudanças em relação às ultimas decisões executivas tomadas por Heins.

Ainda de acordo com as fontes do The Globe and the Mail, a própria Fairfax Financial encontrou sérias dificuldades na hora de levantar fundos para realizar a compra da BlackBerry. O investimento de US$ 1 bilhão que chegará nos cofres de Waterloo não tem fontes reveladas (apenas são citados “diversos investidores institucionais”).

Via MarketWire