moto-360

Várias análises iniciais sobre o Motorola Moto 360 criticavam duramente a sua autonomia de bateria (estimada em apenas um dia de uso). Porém, Brent Rose, editor do Gizmodo, decidiu testar esse aspecto do dispositivo, e os resultados obtidos não foram tão ruins como imaginado.

Ao longo do último final de semana, ele testou o Moto 360 em um uso normal. A seguir, as conclusões do editor.

 

Sexta-feira

O uso do relógio começou às 7h30 da manhã, com o relógio em modo de luz ambiente desconectado, para que a tela só fosse ativada com o toque ou o gesto de olhar as horas. Em um dia cheio de notificações, navegação com o controle de voz e consultas constantes do ritmo cardíaco, a bateria restante foi de 27% no final do dia (22h).

 

Sábado

Um dia de uso mais tranquilo. O relógio ficou em modo avião durante boa parte do dia, inclusive durante um voo entre Chicago e San Francisco. Porém, o editor utilizou o produto constantemente durante o voo. Ele esqueceu de colocá-lo para carregar, e dormiu com o relógio no pulso. Quando acordou, o mesmo ainda tinha bateria. A média de uso foi de 22 horas e meia (com cinco horas em modo avião), e 19% de bateria restante.

 

Domingo

Como o Moto 360 pode ser recarregado rapidamente, com apenas 60 minutos na base ele foi carregado completamente (a partir dos 19% restantes). O relógio ficou ajustado para o modo ambiente, onde sua tela teve sua luminosidade muito reduzida, mas sem ficar apagada. Esse é o modo padrão do LG G Watch e do Samsung Gear Live (por exemplo), e aqui é possível notar uma boa diferença de autonomia, mas nada muito dramático: 14 horas de uso, com 15% de bateria restante.

 

Para concluir…

É cedo para uma conclusão definitiva, mas é razoável dizer que sem o modo ambiente, o relógio aguenta as 24 horas prometidas. Utilizando o microfone ou aumentando o brilho da tela afeta consideravelmente essa marca.

Muito provavelmente o Moto 360 não conta com uma autonomia de uso tão boa como os seus rivais com Android Wear, mas sua tela é a mais brilhante, e é o único que – por enquanto – quantifica constantemente o ritmo cardíaco. O mínimo que se pede de um smartwatch é que sua bateria dure pelo menos um dia. Vamos aguardar por testes mais extensos do produto.

Via Gizmodo