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O Windows XP vive os seus suspiros finais, mas o venerado sistema operacional da Microsoft resiste bravamente nas infraestruturas eletrônicas de muitas empresas. Recentemente, foi revelado que 95% dos caixas eletrônicos de todo o planeta funcionam com o XP (estimativa), e agora, mesmo com tantas advertências da Microsoft, o sistema vai permanecer nesses equipamentos.

A mudança para outras versões nesse caso é algo complexo, e não apenas no nível técnico: atualizar as licenças de uso para as versões mais modernas requer uma mudança imediata de recursos considerável, e um grande número de bancos simplesmente não estão dispostos a mudar de sistema operacional, a ponto de pagarem para a Microsoft para expandir os seus contratos de suporte técnico com o Windows XP.

Segundo a Reuters, um de cada cinco grandes bancos do Reino Unido deverão pagar entre 50 e 60 milhões de libras (ou 59 e 71 milhões de euros, ou US$ 83 – US$ 90 milhões) apenas em atualização das licenças de software. No lugar disso, todos eles já negociaram ou ainda negociam novos contratos de suporte para o Windows XP nesses terminais, com o compromisso de realizar a atualização aos poucos para plataformas mais novas. No caso do banco RBS, seus caixas eletrônicos serão atualizados progressivamente para o Windows 7.

Tecnicamente, as quantias de dinheiro citadas são migalhas para qualquer grande banco. Ou seja, o problema não é financeiro. Vai além. É técnico. a situação chegou nesse ponto porque ninguém levou muito a sério as advertências da Microsoft, que anunciou com antecedência o fim do suporte ao Windows XP. Quado todo mundo viu, era tarde demais.

Por outro lado (e curiosamente), há executivos que simplesmente gostam do velho sistema da Microsoft. Doug Johnson, vice-presidente de controle de riscos para a Associação de Banqueiros Americanos, afirma que “uma coisa a nosso favor é que o Windows XP reduziu as fronteiras. Nós nos beneficiamos de anos de ajustes do XP… que superou guerras”.

Mesmo assim, o saudosismo não justifica o risco que nossas contas bancárias passarão a sofrer em breve.

Via Reuters