Os números são frios, e podem ser apenas um comportamento prévio dos usuários, que não deve refletir o real comportamento dos mesmos antes do lançamento. Mas já são alarmantes o suficiente para colocar a Microsoft em sinal de alerta.

A empresa de Redmond tinha a esperança que os números iniciais de adoção do Windows 8 fossem apenas por causa do fato do sistema ainda não estar em sua versão definitiva, e da maioria não querer alterar os seus equipamentos com um produto que não está plenamente finalizado. Porém, se essa falta de interesse e entusiasmo que os usuários demonstram pela nova versão se concretizar no final do mês de outubro, a Microsoft pode estar diante de um desastre no mesmo estilo do Windows Vista.

Segundo os relatórios publicados pelo site ComputerWorld, que foram analisados pela empresa Net Applications, apenas 0.33% de todos os computadores com sistema operacional Windows no mês de setembro estão com o Windows 8 instalados. Para efeitos de comparação, um mês antes do lançamento do Windows 7, em 2009, 1.64% de todos os computadores do mundo já testavam o até então novo sistema operacional.

Isso significa que, dessa vez, a taxa de adoção para o Windows 8 é, pelo menos, cinco vezes menor que a do Windows 7. Se colocarmos isso em uma proporção maior, podemos afirmar que a adoção em massa do Windows 8 será bem menos impactante que a do Windows 7. Esses números podem ser o reflexo direto de como as pessoas se sentem com a nova versão, e que as duras críticas feitas contra à Microsoft no resultado final da combinação hardware + software do produto estão surtindo efeito junto aos usuários.

É claro que ainda não dá para tirar nenhum tipo de conclusão precipitada desse estudo, mas é importante observar que, nos últimos lançamentos de sistemas da Microsoft, eles serviram como parâmetro para medir o quanto que a próxima versão deve atingir o mercado em termos de vendas. É bom a Microsoft se cuidar, pois essa notícia, faltando menos de um mês para o lançamento do novo sistema, não é das melhores. E veio na pior hora possível.

Via ComputerWorld