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Um dos produtos mais esperados de 2013 foi o Xbox One. A nova versão do dispositivo de entretenimento doméstico da Microsoft (sim, pois eles fazem questão de frisar isso) chega com algumas melhorias que tem o objetivo claro de aumentar o leque de pessoas que podem aproveitar os benefícios do produto, e não só se restringir aos gamers em específico. Mas… será que o novo console de videogames (sim, ele também é isso) da Microsoft consegue ofertar vantagens que justifiquem a compra nesse momento? Ou será que aqueles que possuem hoje um Xbox 360 podem esperar mais um pouco?

Sobre o Produto

O Xbox One é a terceira evolução do console de videogames/central de entretenimento doméstico da Microsoft. Com o objetivo de iniciar uma nova fase nessa linha de produtos, oferece não só melhorias técnicas na parte de games (que ainda é o chamariz principal para o consumidor), mas também diversas soluções para atrair consumidores que querem concentrar a maioria de suas opções de entretenimento doméstico em um único dispositivo. Não só jogar: com o Xbox One, você pode ver filmes, eventos esportivos ao vivo, navegar na internet, executar apps interativos, conversar com amigos via Skype, entre outras funcionalidades.

Características

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Fisicamente, o Xbox One oferece diferenças significativas em relação ao Xbox 360. O seu design é mais reto, lembrando mais um set-top box, o que faz com que o produto se integre mais ao ambiente, lembrando mais um dispositivo eletrônico do que um videogame (isso, na opinião da Microsoft). Além disso, o seu controle se tornou (teoricamente) mais ergonômico e confortável para os gamers que desejam jogar por várias horas.

As mudanças foram mais significativas nas especificações de hardware. Com 8 GB de RAM DDR3 (+ 32 MB eSRAM), CPU de 8 núcleos, processador gráfico D3D com 32 MB de memória, 500 GB de armazenamento em HD, conectividades USB 3.0, três bandas para Wi-Fi (+ Wi-Fi Direct), entrada e saída HDMI (1080p, com suporte para 4K), suporte para até 8 controles e outros recursos, temos um console que foi radicalmente reformulado para explorar ainda mais o potencial técnico dos jogos. Porém, vale a pena lembrar que essas specs ainda são inferiores ao que encontramos no PlayStation 4. Mas isso pode ser irrelevante para muitos gamers que só querem jogar os jogos.

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Depois de alterar (e muito) a sua política de utilização do produto (principalmente após receber muitas críticas pelo exagero de travas e proibições), o Xbox One ainda conta com recursos bem interessantes, como gravação de gameplays (para usuários da Xbox LIVE Gold), uma maior integração do Kinect (que agora faz parte do produto, assumindo um controle maior das funções do console, sendo assim mais inteligente, além de poder reconhecer movimentos de gestos a uma distância menor), armazenamento ilimitado na nuvem, execução de jogos a partir de 50% do download do jogo, e um tempo de inicialização de até 17 segundos.

Sem falar nas melhorias de alguns dos recursos pensados no entretenimento do usuário. As principais novidades são a integração do recurso de set-top box ao console. Alguns usuários internacionais poderão utilizar o próprio Xbox One como receptor de TV por assinatura, tanto via DTH como Cabo ou Internet TV. Além disso, novos fornecedores de conteúdo começam a ofertar canais, eventos ao vivo ou On Demand para o console, ampliando o leque de possibilidades. Algumas dessas opções começam a ficar disponíveis para os gamers brasileiros, mas (talvez) a mais interessante delas (função de receptor de TV paga) dificilmente chegará por aqui.

Prós

– É a nova geração do Xbox: ter o novo é sempre algo muito legal, e muita gente com certeza não quis esperar muito para adquirir o console. Se você é fã da marca, certamente considerou o investimento (ou ainda considera).
– É mais barato que o PlayStation 4 (no Brasil): se você não pretende comprar o seu próximo videogame fora do Brasil, seja pela garantia ofertada pelo fabricante no país, ou por qualquer outro motivo que não é relevante nesse momento, eu nem preciso dizer que, pelo menos por enquanto, o Xbox One é a opção mais acessível.
– Melhorias relevantes no Kinect:  agora, o usuário não só interage com o sensor do Xbox através dos gestos, mas também através dos comandos de voz. Essa mudança faz com que o produto se aproxime de qualquer tipo de usuário, com diferentes níveis de intimidade com o dispositivo, e diferentes objetivos de uso do produto.
– Tem mais jogos disponíveis no mercado que o PlayStation 4 no Brasil (por enquanto): uma das reclamações dos usuários do PS4 aqui é que, apesar do console lançado, não há jogos disponíveis (e se existem, são muito poucos). É claro que esse quadro no futuro pode mudar, e que você ainda tem a opção de comprar os jogos fora do país. Mesmo assim, é uma vantagem para os mais imediatistas, ou para aqueles que não querem esperar pelo envio internacional.

Contras

– É menos potente que o PlayStation 4: em um comparativo direto, o novo console da Sony oferece uma tabela de especificações técnicas mais completa do que o novo console da Microsoft. Para a maioria, isso pode não representar diferença alguma. Porém, o PS4 tem a possibilidade de receber jogos com resultados finais de maior qualidade que o Xbox One, tanto nos gráficos quanto no desempenho.
– Não possui retrocompatibilidade com o Xbox 360 (por enquanto): pelo menos nesse momento, se você tem uma batelada de jogos do Xbox 360, não poderá rodar esses jogos no Xbox One. Simplesmente pela arquitetura dos consoles serem completamente diferentes. Obviamente, é possível imaginar que a Microsoft pense em uma oferta desses jogos na nuvem, ou em versões adaptadas para aquisição via download. Mas isso é em um futuro hipotético, onde nada é confirmado ou dado como certo.
– Ainda é um produto caro no Brasil: pagar R$ 2.290 em um videogame (sim, pois é isso o que o produto é como conceito básico) é um valor para poucos. É claro que você pode importar o produto, e pagar bem menos. Mas perde a garantia da Microsoft no Brasil, algo que deve ser considerado, já que é um baita investimento feito. Se você não pensa nisso de forma imediata, pode ignorar esse item. Mas imagino que você é a minoria.
– Alguns itens bem legais não vão funcionar no Brasil: como já destaquei nesse post, alguns itens que são considerados como grandes novidades do Xbox One não devem funcionar no Brasil, como por exemplo a função de set-top box para TV paga. Isso faz com que o produto por aqui perca um pouco a sua relação custo/benefício.

Custo/Benefício

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A relação custo/benefício do Xbox One pode variar de pessoa para pessoa. De um modo geral, para os gamers viscerais, que são fanáticos pelo console da Microsoft, e que não querem esperar nem mais um segundo para jogar os novos títulos, a aquisição do novo console é a prioridade, não importa o preço pago, e independente se o produto será comprado aqui ou lá fora.

Para os gamers mais casuais ou eventuais, a troca ainda não é algo fundamental. Levando em conta que as mudanças nos aspectos de jogos não foram significativamente grandes (os gráficos são muito similares, e o desempenho também), que os jogos para o Xbox One devem vir mais caros (por conta do Blu-ray), que ainda não existem muitos títulos para o novo console, e que não existe a retrocompatibilidade com os jogos do Xbox 360, esperar mais um pouco antes de investir no novo console é algo prudente, que pode evitar dores de cabeça. Ainda mais se a sua coleção de jogos do Xbox 360 é grande o suficiente.

Ou seja, cabe a cada um se identificar dentro desses cenários, e fazer a sua escolha.

Nota Final: 8/10

Desempenho: 9
Design: 8
Funcionalidades: 9
Preço: 7
Relação Custo/Benefício: 7

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