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A partir de hoje, 26 de março, o Galaxy S5, o novo modelo de smartphone top de linha da Samsung, é oficialmente lançado em mais de 150 mercados ao redor do planeta, inclusive no Brasil. O modelo tem como principal missão fazer a manutenção da hegemonia da empresa no mercado de smartphones Android, sendo o carro chefe dos demais lançamentos que veremos ao longo de 2014.

Apresentado oficialmente durante a Mobile World Congress 2014 de Barcelona em fevereiro, o Galaxy S5 apresenta sim melhorias e novidades nas suas funcionalidades, algo que é uma regra entre os modelos mais completos da Samsung. Porém, muitos afirmam que a empresa “pisou o pé no freio” no volume de novidades, que seriam menos interessantes do que na realidade parecem ser.

Será? Essa análise pode ajudar a eliminar essas e outras dúvidas.

Sobre o Produto

O Galaxy S5 é o novo modelo top de linha da Samsung. Oferece o que há de melhor entre os smartphones da empresa, além de ser o catalizador de inovações dos coreanos. Todos os anos, a Samsung mostra a sua arma para desafiar os demais fabricantes, e principalmente, bater de frente com o iPhone da Apple. Nos últimos anos, a empresa até obtém êxito no seu objetivo de provar que não é uma mera copiadora das soluções da gigante de Cupertino, se esforçando para apresentar suas próprias soluções de usabilidade, ou até mesmo melhorar algumas características semelhantes dos adversários.

O novo smartphone top de linha da Samsung apresenta uma quantidade menor de novidades e inovações do que aquelas vistas no Galaxy S4 (que precisou de um show da Broadway para mostrar tudo… lembra?). Aliás, o anúncio em si do Galaxy S5 foi algo um tanto quanto tímido e contido. É até compreensível: a Samsung decidiu apostar na ideia do “estamos dando continuidade a algo que vocês (teoricamente) gostaram, com algumas novidades” do que mostrar um “estamos adicionando coisas incríveis no novo produto”. Até porque as novidades do Galaxy S5 são interessantes sim. Mas não incríveis.

Principais Características

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Mais uma vez, a Samsung não realizou grandes mudanças estéticas no Galaxy S4. E mais uma vez, a Samsung insistiu em oferecer um smartphone de plástico em um modelo top de linha, algo que é um dos principais pontos de crítica daqueles que não apoiam a marca, e motivo de frustração para os fãs da Samsung. Para muitos, ainda é incompreensível que um modelo top de linha como o Galaxy S5, com preço de top de linha, ainda persista na tática de utilizar uma carcaça de plástico. Enfim…

Nas linhas de design do produto, também não temos grandes mudanças em relação ao Galaxy S4. É claro que é possível perceber que os dois são diferentes de perto, mas nada que seja muito relevante. Uma das mudanças mais evidentes na sua estética está na tampa traseira do dispositivo (removível), que conta com um acabamento com relevo, que muitos (de forma bem humorada) afirmam que foi inspirada em um band-aid.

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Outra diferença importante no exterior do Galaxy S5 está no seu sensor de pulsações, posicionado na região do flash. Ele é responsável pelas novas funções de quantificação de biometria, que estão presentes no software da Samsung. Essa sim pode ser considerada uma mudança relevante em relação ao Galaxy S4, mas não considero uma novidade que fará muitos usuários migrarem do modelo lançado no ano passado para esse modelo. É claro que tem uma vantagem: em tese, você não precisa comprar uma pulseira de medição biométrica para monitorar a sua saúde. Até porque você vai pagar caro nesse smartphone, logo, pra quê ter um gadget a mais, não é mesmo?

Por falar em sensor, o Galaxy S5 também oferece um novo sensor biométrico, na parte frontal do dispositivo, integrado na botão físico Home. E antes que digam “a Samsung está copiando a Apple, e…”, sensores biométricos existem antes do iPhone 5s (Motorola que o diga…), e a proposta da Samsung vai um passo além.

Enquanto a Apple limitou o uso do seu sensor apenas para os recursos do iPhone – controlados pela Apple -, principalmente para bloqueio e desbloqueio do smartphone, a Samsung quer que outros dispositivos utilizem esse sensor, e logo de cara, o Galaxy S5 já é compatível com o sistema de pagamento da PayPal, o que pode ser interessante para quem se preocupa com a segurança nas suas transações online.

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Sua câmera traseira também foi atualizada, contando com um novo sensor de 16 megapixels, que passa a contar com maior velocidade para suas atividades, com destaque para um sistema de foco automático com resposta de apenas 0.3 segundos. Um novo software para a câmera está disponível, com novos sistemas de captação de imagens, como o Selective Focus, que reforça o foco de uma foto depois que a mesma foi capturada, além de melhorias no modo HDR e a sua capacidade de gravar vídeos em 4K.

Fora isso, as suas especificações não sofreram grandes mudanças, principalmente no seu processador (quad-core, de 2.5 GHz – haverá um modelo com o chip Exynos octa-core de 2.1 GHz). Sua bateria é de 2.800 mAh, e a Samsung promete e o Galaxy S5 contará com uma maior autonomia de bateria, por conta dos novos recursos inteligentes de gerenciamento de energia do dispositivo (quando a bateria alcançar os 10% de autonomia, os dispositivos de rede e outros recursos considerados dispensáveis pela Samsung são desativados, e sua tela fica em modo preto e branco em algumas telas, para aumentar a autonomia de uso em até 24 horas).

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Prós

– Um hardware top de linha: apesar de não contar com grandes atualizações nesse aspecto, o Galaxy S5 ainda oferece uma das melhores combinações de hardware do mercado, sendo tecnicamente superior à maioria dos seus principais concorrentes no segmento.
– Novos recursos: o Galaxy S5 segue a tradição de oferecer novas soluções para reforçar a experiência de uso da Samsung. Um leitor biométrico (que permite a identificação do usuário para pagamentos via PayPal), o sensor de pulsações (que vai monitorar o usuário e suas atividades), uma câmera nova (com recursos de foto automático, HDR melhorado e gravação de vídeos 4K) e recursos para uma melhor autonomia de bateria são notas de evolução do modelo.
– Uma nova câmera: a Samsung promete que a câmera traseira presente no Galaxy S5 é uma das melhores do mercado. E eu não duvido disso. Apenas pelo fato dessa câmera conseguir focar em 0.3 segundos e até mesmo ajustar o foco da imagem depois da foto registrada (com a ajuda do novo software) já posicionam essa câmera em uma posição de destaque.
– Android KitKat: o Galaxy S5 já conta com a mais recente versão do Android no ato do seu lançamento. E isso é sempre uma vantagem a se considerar.

Contras

– Ausência do Android “puro”: até que se prove o contrário (já que é uma nova versão), a TouchWiz, interface de usuário adotada pela Samsung para os seus smartphones, é o maior ponto de crítica de muitos usuários Android. Pode oferecer uma experiência diferenciada, mas em compensação, cobra do seu hardware o que tem e o que não tem para entregar essa experiência. De novo: como estamos com uma nova versão dessa interface com o Galaxy S5, precisamos esperar os primeiros reviews para descobrir se a Samsung corrigiu isso de uma vez por todas, ou se as primeiras reclamações de usuários confirmam a “tradição negativa” da empresa.
– É um smartphone caro (ainda mais no Brasil): o Galaxy S5 custa R$ 2.599. Virou automaticamente o smartphone mais caro da Samsung no Brasil. Levando em conta que o Galaxy Note 3 já é encontrado em e-commerces brasileiros de credibilidade ou em lojas de operadoras de telefonia móvel com preços iniciais sugeridos entre R$ 2.199 e R$ 2.399, muitos vão se perguntar “por que eu pagaria mais caro, se posso ter praticamente o mesmo smartphone – com uma tela maior – por menos?”. Tá, tem as inovações técnicas que destaquei. Mesmo assim, na sua essência, os modelos são muito similares. E, para muitos, a diferença a mais não se justifica.
– O Samsung Galaxy S4 ainda existe: se você já gastou uma nota no Galaxy S4, muito provavelmente você não vai pensar na compra do Galaxy S5 nesse momento. Se você não tem, e ficou interessado em um dos dois, saiba que a diferença técnica entre ambos não é grande. Os modelos são similares nas principais especificações técnicas, e as diferenças já foram destacadas nesse post. Vai variar de caso a caso, mas dependendo do seu perfil de uso (e do seu bolso), talvez valha mais a pena comprar o Galaxy S4 mesmo.

Relação Custo/Benefício

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Que o Galaxy S5 é um baita smartphone, isso ninguém duvida. É um dos melhores modelos lançados em 2014 até agora, e é objeto de desejo de muitos. Porém, muitos entenderão que a própria Samsung decidiu nesse modelo adotar a “tática Apple” de evolução dos seus produtos. Ou seja, adicionou alguns recursos a mais e um novo software, mas manteve as principais especificações técnicas. E colocou o preço do produto como um top de linha, obviamente. Foi exatamente isso que a Apple fez nos lançamentos do iPhone 4S e do iPhone 5S.

Eis aqui o típico caso de um produto que deve ser visto como um investimento sério, antes de qualquer coisa. Cada um deve medir na sua consciência (e no seu bolso) se realmente vale a pena comprar um smartphone que custa R$ 2.600 (o que você faz com R$ 1?) para que ele não seja uma efetiva ferramenta de uso pleno. Não apenas pela produtividade, mas até mesmo para o entretenimento eventual, ou outras atividades inseridas nos interesses individuais do comprador.

Logo, quem faz valer ou não a relação custo/benefício nesse caso, é você. Particularmente, a maioria não precisa de tanto para usar as funções mais básicas. Mas se você precisa do melhor, essa é uma das escolhas que você deve considerar.

Nota Final: 7.8/10

Desempenho: 9
Design: 7
Funcionalidades: 9
Preço:  6
Relação Custo/Benefício: 8

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