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A Apple aprendeu muita coisa com o iPad mini. Algumas dessas lições ficaram muito evidentes. Uma delas? Ouvir um pouco o usuário. Não só em oferecer um produto mais fino e menor no seu formato, mas que também atenda aos anseios do consumidor. Por tabela, eles encontraram um produto renovado, mais interessante e atraente para o consumidor. Então, algumas soluções detectadas no iPad mini foram adotadas no novo tablet principal da empresa, o iPad Air, que mesmo mantendo o seu tamanho original de 9.7 polegadas, apresenta mudanças que reforçam a nova proposta apresentada pelo modelo menor.

Sobre o Produto

O iPad Air é a mais nova versão do principal tablet da Apple, ou se preferir, a quinta geração do iPad. O modelo chega com a missão de atender o anseio de muitos usuários, que desejavam um tablet mais fino e mais leve, para facilitar o seu transporte e uso diário. Por tabela, a Apple oferece um tablet com uma aparência renovada, parecendo um iPad mini “grande” (por mais irônico que isso possa parecer.

Além disso, o iPad Air entrega as já tradicionais melhorias de hardware que a Apple sempre promove em seus produtos, que vão trabalhar em conjunto com a nova versão do sistema operacional móvel de Cupertino, o iOS 7. Por ser um produto completamente novo, e com especificações técnicas (teoricamente) ajustadas para já trabalharem com a nova versão do iOS (diferente dos demais modelos, que recebem uma atualização de software), a promessa aqui é de um tablet com uma performance plena, totalmente pensada nos novos recursos, o que é sempre uma vantagem.

Características

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O iPad Air é a maior mudança estética que o iPad recebe desde o seu lançamento. Aqui, a Apple quer reforçar a imagem de um produto mais fino, mais leve e mais rápido em todos os sentidos. Logo, a escolha do nome “Air” não é casual, e na prática, o produto realmente consegue transmitir essa nova proposta.

Particularmente, me agrada e muito a nova proposta de design do iPad Air. A Apple conseguiu a façanha de recortar milímetros de espessura de vários elementos da construção do produto, resultando assim em um produto 20% mais fino e 28% mais leve do que a versão anterior (iPad de quarta geração). Isso certamente chama a atenção de muitos que desejam levar o seu tablet da Apple para qualquer lugar, mas se sentiam incomodados pelo peso do mesmo. Nem falo tanto pelas suas dimensões (uma vez que ele ainda é um tablet de 9.7 polegadas), mas a redução de peso é algo que realmente vale a pena ser observado.

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As melhorias técnicas do dispositivo também merecem ser destacadas. A principal mudança no iPad Air está no seu processador Apple A7 com arquitetura de 64 bits e coprocessador de movimento M7. É o mesmo processador que está presente no iPhone 5s, e é o que deve garantir um desempenho mais limpo e ajustável ao produto como um todo (se alinhando melhor ao novo iOS 7).

Também está mantida a proposta do “hardware mais robusto, mas a mesma autonomia de bateria”. Para isso, a bateria teve a sua capacidade ampliada, para oferecer as mesmas 10 horas de uso “normal” (sabe-se lá o que a Apple entende como normal nesse caso). E não só por conta do processador: o iPad Air conta com novos recursos de rede Wi-Fi, que possui uma maior capacidade de recepção de sinal, além da conectividade 4G/LTE, que é outro responsável por elevado consumo de bateria.

Por fim, o iOS 7, que é uma novidade comum para os iDevices da Apple em 2013. Mas merece o seu registro por ser parte importante do processo.

Prós

– O iPad mais potente nesse momento: a escolha natural de um produto atualizado, com um hardware mais completo, que entrega uma melhor experiência de uso.
– Processador de 64 bits: o novo Apple A7 promete ser muito competente para tarefas mais complexas. Isso pode ser muito útil para profissionais de áreas específicas, que dependem de um dispositivo mais potente para produtividade.
– Um novo iPad: sei que gosto não se discute, mas na minha opinião, o novo iPad Air agrada os meus olhos. Seria um iPad que eu teria também por esse motivo.

Contras

– Preço (no Brasil): ainda é um tablet com preço proibitivo para a maioria dos usuários, e consideravelmente mais caro do que muitos dos seus concorrentes diretos.
– “Um processador de 64 bits pode não justificar a troca”: é o que muitos usuários que já possuem um iPad de quarta geração falaram no ato do lançamento do iPad Air. E eles estão com certa dose de razão. Se você já tem a versão anterior do iPad, não há pressa para a troca. A não ser que você realmente precise de um desempenho melhor. Ou queria.

Relação Custo/Benefício

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Muito boa. Se você não tem um iPad, e pensa em comprar um com tela de 9.7 polegadas, entendo que essa é a melhor escolha (claro, dependendo daquilo que a fatura do seu cartão de crédito manda). Entendo que escolher o iPad 2 (que estranhamente sobrevive no mercado) é indicada para aqueles que realmente não podem pagar o valor sugerido pela versão mais básica do novo iPad, ou para quem vai se limitar ao uso mais básico do produto.

Mesmo assim, entendo que a maioria dos usuários não deve investir em um gadget que já tem mais de 2 anos de mercado. Se sua ideia é comprar um iPad “zero quilômetro” (sempre existe o mercado de seminovos para uma economia), vale a pena esperar mais um pouco e economizar uma maior quantia de dinheiro para escolher direto o iPad Air. E lembre-se: dependendo do valor a ser pago, ele deixa de ser um luxo de consumo para ser um investimento. Pense bem no que você quer fazer com ele, e no que você espera fazer com ele.

Nota Final: 8.8/10

Desempenho: 10
Design: 9
Funcionalidades: 9
Preço: 7
Relação Custo/Benefício: 9

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