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Falta pouco para o início do Superbowl XLVIII, a final do campeonato de futebol americano da NFL entre Denver Broncos e Seattle Seahawks. Esse é um dos eventos esportivos mais importantes de 2014, principalmente nos Estados Unidos. Uma das tradições do evento estão nas previsões sobre o vencedor, que nos últimos anos, receberam boas doses de tecnologia.

A previsão de resultados esportivos é um dos itens onde a tecnologia parece não ter avançado muito. A prova disso é o fato das apostas esportivas parecerem funcionar melhor do que nuncia, e que nenhum sistema computadorizado conseguiu aumentar de forma significativa as possibilidades de acerto dos resultados dos eventos esportivos.

No caso específico do Superbowl, duas situações singulares acontecem. A primeira, e previsão que é feito com o “motor de conhecimento computadorizado” Wolfram Alpha. Seus responsáveis utilizaram o histórico de encontros entre os dois times para dar uma previsão mais conclusiva.

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Segundo esse sistema, o Denver Broncos tem uma ligeira vantagem, mas o resumo da análise afirma que “como qualquer fã dos esportes deve saber, há um elemento significativo de imprevisibilidade nos esportes (e esse é um dos motivos que são tão divertidos)”.

A segunda situação de previsão já tem uma dose maior de tecnologia: é a previsão que a Electronic Arts publica a cada ano, colocando para jogar virtualmente as duas equipes presentes na final na sua respectiva versão anual do jogo Madden NFL. A EA faz essa simulação há 10 anos, e o sistema de inteligência artificial do jogo (que considera o elenco atual, estatísticas de jogos e jogadores, performance na temporada, entre outros dados) acertou o vencedor da final em 8 dessas 10 simulações.

E, segundo a Electronic Arts, o Superbowl XLVIII terá como vencedor o Denver Broncos.

O aspecto da simulação que leva cada vez mais em conta os jogos esportivos da Electronic Arts contrasta com os métodos mais tradicionais, como os comparativos pelo histórico que o Wolfram Alpha leva em consideração. Será interessante saber, no final do jogo, se os dados coletados pelos dois sistemas fazem sentido ou não.

No futuro, a tendência é a criação de um sistema que use algorítimos híbridos para prever os resultados, além de um estudo de desempenho individual dos jogadores. Além disso, o uso de conjuntos de dados universais precisa ser estimulado, para que as comparações sejam factíveis no futuro.

De qualquer forma, o segmento de previsões esportivas ainda tem um longo caminho a percorrer. E até que isso aconteça, a única forma 100% segura de acertar os resultados dos jogos parece mesmo ser a de Marty McFly. Ou seja, viajando para o futuro e comprar um almanaque esportivo. E se preparar para mudar o curso da História.