Um dos grandes destaques na Nokia na Mobile World Congress 2012 foi o Nokia 808 PureView, e os seus 41 megapixels. Mas… como esse sensor funciona? O pessoal do Engadget investigou a fundo o funcionamento do lançamento da fabricante finlandesa para explicar como que esse smartphone consegue imagens tão definidas em um telefone com tais características. Será que o 808 PureView tem algum truque que desconhecemos?

Para começar, uma coisa que é importante deixar claro: o seu sensor possui 41 megapixels reais (7.728 x 5.368 pixles), com um tamanho de pixel de 1,4 micrômetros. Porém, por causa do fator de divisão da superfície total útil fica em um quadro de 38 megapixels, e em 34 megapixels, no modo 16:9. De qualquer forma, é uma façanha, já que eles conseguiram alcançar esses números em um sensor de 1/1,2 polegadas, um tamanho um pouco menor que o novo sensor CX da Nikon 1, e ainda assim, é maior do que a grande maioria de compactas do mercado, e 2,5 vezes maior do que o sensor do N8. Some à isso a utilização das lentes Carl Zeiss, e estamos diante do pacote perfeito para deixar as câmeras compactas na gaveta da mesa do escritório. Ou em casa.

Um dos objetivos da Nokia com o desenvolvimento desse sensor é a eliminação do zoom digital. Esta técnica, que está cada vez mais em desuso pelos profissionais de fotografia só era capaz de reduzir a qualidade final da foto, e a Nokia já pretendia controlar isso melhor, quando reduziu o zoom digital em até 2x, para não afetar demais a qualidade das fotos registradas pelo smartphone (vale lembrar que a câmera do N8 conseguiu algumas proezas com sua câmera, com qualidade final impecável). Agora, com o Nokia 808 PureView, eles eliminaram o zoom por completo, incluindo uma nova técnica que se baseia em um simples recorte da foto original, ou um redimensionamento, dependendo da situação. Para que você entenda melhor: se você seleciona o modo de 5 MP, temos as seguintes situações.

– sem utilizar o zoom, o telefone vai registrar uma foto, e vai redimensioná-la com uma nova técnica chamada Pixel Oversampling, passando dos 7.152 x 5.368 (38 MP) para o tamanho de 3.072 x 1.728 (5 MP). Assim, se consegue a máxima definição, além de reduzir o ruído digital que poderia aparecer na imagem.

– se arrastamos o dedo pela tela e aplicamos o zoom (de aproximadamente 3x) na imagem da tela, podemos nos aproximar do objeto em questão. Uma vez escolhido o plano e disparamos a imagem, o resultado será um recorte de 3.072 x 1.728 (5 MP) sobre a imagem original de 7.152 x 5.368 (38 MP).

Obviamente, essa segunda alternativa de recorte oferece diferentes níveis de zoom, segundo a resolução final que selecionamos, sendo de aproximadamente 2x para os 8 MP, 3x para os 5 MP, e quase 4x para os 3 MP. Mas não só as imagens se beneficiam desse zoom, já que o modo de gravação de vídeos contam com zoom de 4x nas gravações a 1080p, 6x em 720p e 16x no modo de 640 x 360 pixels.

Além disso, este sistema oferece outra série de melhorias indiretas ao smartphone, já que contaremos com um zoom completamente silencioso que não afetará as gravações de vídeo, sem apresentar nenhum tipo de distorção na imagem ao não fazer uso do zoom ótico, e ao ser uma lente fixa sem aumentos, contando com uma abertura máxima de f/2.4 em todos os modos de cena, permitindo explorar a velocidade do obturador ao máximo.

Enfim, é possível dizer que o trabalho da Nokia vai muito além do que apenas números que enriquecem o marketing, e levando em conta as imagens que começam a pipocar na internet, o Nokia 808 PureView pode ser o telefone que marca o antes e o depois na integração fotográfica em dispositivos móveis.

Via Engadget