telas sem bordas

 

A nova tendência de design para o mercado de smartphones são as telas sem bordas.

O primeiro que vimos apostando nisso foi o Sharp Aquos Crystal, e reduzir as bordas das telas tem suas vantagens como desvantagens. Nesse post, vamos mostrar os dois lados da moeda.

Mas como somos otimistas, vamos começar pelas vantagens.

 

Vantagens dos smartphones sem bordas

 

Aumento da imersão

 

 

Com uma tela sem bordas, ganhamos em imersão e, por consequência, em experiência de uso. Uma frontal quase cheia de conteúdos, sem distrações, o que é ótimo para a reprodução de conteúdos multimídia.

Vídeos, filmes e séries, fotos e jogos saem beneficiados com essa mudança. Além disso, uma tela maior em um corpo reduzido melhora a experiência de uso em um sentido amplo.

 

 

Frontais mais limpas

 

 

Se quase toda a frente do smartphone é ocupado pela tela, fica pouco espaço para detalhes de utilidade discutível, como os logotipos dos fabricantes. Logo, teremos frontais mais limpas.

Isso também vai resultar em uma desvantagem (que veremos mais adiante), mas em compensação teremos maior estética quando a tela estiver ligada ou desligada. Haverá os defensores de frontais mais inovadoras, mas uma vez que os smartphones são retangulares com a parte frontal em preto, levar a tela ao limite é a melhor coisa que pode acontecer nesse sentido.

 

 

Smartphones mais compactos

 

 

Telas sem bordas podem resultar em telas maiores. Porém, dispositivos mais compactos são uma vantagem maior.

O novo Galaxy S8 é um bom exemplo disso. As duas versões podem contar com telas de 5.7 e 6.2 polegadas, mas por contarem com telas sem bordas, podem ficar abrigados em corpos nas dimensões do Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge. Não é uma revolução para quem quer dispositivos menores, mas todos ganham um pouco com os novos designs.

 

Peso menor

 

 

Aqui, temos um fator a se levar muito em consideração.

É quase certo que os fabricantes aumentem as telas dos dispositivos, usando os mesmos corpos de agora. Mesmo assim, teremos dispositivos mais leves.

Imagine uma tela de 5.5 polegadas em corpos onde antes recebiam 5.2 polegadas ou menos. Telas de 5.2 em dispositivos que antes recebiam 4.7 polegadas.

O peso vai evoluir junto com a remoção das bordas.

 

 

Mas nem tudo são flores, e chegou a hora de jogar água no chope dos otimistas, listando as desvantagens.

Desvantagens dos smartphones sem bordas

 

Fragilidade

 

 

Corning, Dragon Trail e outros terão muito trabalho para oferecer uma maior resistência às telas de modelos que, por conta do seu design, são mais frágeis.

Uma tela sem bordas faz com que o cristal absorva todos os impactos. Antes, tanto as bordas como a frontal recebia os golpes.

Ou seja, no futuro teremos mais gente por aí com telas de smartphones quebradas. Quase em níveis endêmicos.

Os protetores de tela teriam que ser muito mais finos para não comprometer o design e o toque dos dispositivos. Se bem que é sempre melhor que quebre a película protetora do que a tela. Afinal de contas, é para isso que usamos películas na tela dos smartphones.

 

 

Os toques fantasma

 

 

Os smartphones com tela curva contam com suas bordas mais sensíveis ao toque, provocando o que se conhece como toques fantasma. O simples agarre da tela, pode provocar o toque acidental, prejudicando a experiência de uso.

Com tela sem bordas, o efeito é muito parecido, e mesmo que o agarre lateral encontre a borda, é provável que, ao envolver o smartphone com a mão, acabamos pressionando a tela.

Aqui, os fabricantes podem resolver esse problema, dando um formato curvo para a parte traseira, facilitando assim o agarre e eliminando esses toques.

Porém, expor a tela às extremidades vai dificultar o agarre do dispositivo, obrigando o uso com as duas mãos. Uma mão para segurar onde vai até a borda, e a outra para interagir com a tela. Os gamers no formato horizontal serão seriamente prejudicados.

 

 

Os controles, a parte traseira

 

 

Aqui, uma desvantagem que afeta usuários e fabricantes.

Ao mesmo tempo que temos frontais limpas, temos pouco ou nenhum espaço para os adicionais úteis, como câmera frontal, leitor de digitais e alto-falantes.

Teremos novas posições para esses elementos. Alguns fabricantes como a Xiaomi devem adotar o áudio piezoelétrico, como fez com o Mi Mix, , mas o som assim não vai para frente, mas sim para trás ou para os lados.

Resta esperar para ver o que cada fabricante vai fazer para se adaptar às telas sem bordas, mas de início, são problemas que precisam ser considerados.

 

 

Possíveis danos colaterais: a bateria

 

 

Não é uma desvantagem pois depende de vários fatores que um fabricante pode solucionar os problemas se tiver real vontade de fazer isso.

Aumentar a tela pode fazer com que o consumo de bateria aumente em um corpo preparado para uma tela menor. Sendo a tela o componente que mais consome em todo o conjunto (e com as baterias aumentando de tamanho ao aumentar a tela), o tamanho do corpo do dispositivo pode alterar.

Se as telas aumentam sem variar os corpos dos dispositivos, a bateria não terá espaço para crescer. Engordar o smartphone é a solução mais prática, mas como queremos modelos cada vez menos espessos…

Integrar uma tela de 5.7 polegadas em um corpo de 5.2 polegadas não será um problema. O problema é que nenhum fabricante quer engordar seus dispositivos para entregar uma boa autonomia de bateria. Logo, em teoria, temos que nos preparar para autonomias menores.

Veremos em breve as soluções tomadas pelos fabricantes. Cada um deles vai abordar o design de forma diferente, e será interessante ver as propostas nesse sentido. A construção desse novo parque de dispositivos com telas sem bordas será um feito.

Isso é, se é que não estamos diante de mais uma moda passageira, apesar de tudo indicar que não.