segurança da casa

 

2017 começou, e milhões de pessoas vão deixar suas casas inteligentes. Porém, é preciso refletir que, ao fazer isso, podem colocar em risco a segurança adicional que esperavam obter com tanta inteligência.

Está cada vez mais fácil e barato adicionar módulos inteligentes para vários tipos de funções em nossas casas. Controle de tomadas, lâmpadas, temperatura e alertas por câmeras… não importa em qual lugar do planeta você está: são muitas as promessas de benefícios das casas inteligentes, e muita gente quer aproveitar essa tecnologia.

O problema é que os dispositivos que deveriam simplificar nossa vida são, ao mesmo tempo, fatores de risco.

 

Já temos vários casos onde câmeras de vigilância falharam ou estavam mal configuradas, o que permitiu que hackers e até pessoas comuns pudessem ver o que acontece na casa dos usuários. Não é difícil imaginar que, com o aumento desses serviços, aumentem as possibilidades de uma falha colocar em risco tudo o que está conectado.

Alguém pode ter o acesso ao controle das luzes, módulos de tomada e outros equipamentos e serviços. E o cenário nos eletrodomésticos inteligentes não é nada animador.

Nos acostumamos a ver aplicativos receberem atualizações semanais de segurança, e nos queixamos que smartphones com apenas um ou dois anos de uso deixam de ser atualizados. Logo, o que esperar de uma geladeira, máquina de lavar ou Smart TV, que ficarão funcionando em nossas casas por cinco anos ou mais?

Sem atualizações, quanto tempo vai demorar até que uma vulnerabilidade coloque esses produtos e os usuários em risco?

Seria importante ver todos os detalhes dessa tecnologia e abordar tais questões agora, antes que um cenário “apocalíptico” aconteça, deixando milhões usuários na situação de verem sua casa sendo controlada por um estranho.