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O iPad já mostrou todo o seu potencial para ir muito além do mero consumo de conteúdos, mas o iOS não oferecia aos usuários todos os recursos necessários para explorar os dispositivos no âmbito de produtividade. Porém, o iOS 9 e o seu novo modo de tela dividida (apenas no iPad Air 2, por enquanto), ampliam as possibilidades para o uso profissional.

Ter duas janelas na tela aproxima o iPad de um conceito de produtividade presente nos notebooks conversíveis com Windows, e para o futuro do tablet da Apple, pode ser uma novidade substancial.

 

O iPad Pro no horizonte?

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Nesse caso, a Apple copiar algo que o Windows oferece a algum tempo não é algo ruim. Até porque todo mundo copia todo mundo no mundo da tecnologia. O que é de se estranhar é que a Apple tenha esperado tanto tempo para oferecer tal característica.

A tela dividida traz duas características adicionais interessantes. A primeira é a Slide Over, que permite abrir um segundo aplicativo sem abandonar o primeiro. E a segunda é a Picture in Picture, que oferece a opção de ver vídeos e até realizar chamadas do Facetime em um canto da tela enquanto você faz outra coisa com o tablet. São modos que se aproximam do multitarefa dos sistemas operacionais de desktops, priorizando a produtividade e deixando em segundo plano a eficiência e autonomia do dispositivo, que pode ser comprometida com o uso desses modos.

Esses modos tornam o iPad um produto mais sério. Na espera da próxima geração de tablets, pode ser que alguns que buscam maior portabilidade, potência e produtividade tenha em um hipotético iPad Pro algo interessante. Por outro lado, o modo de tela dividida e outras opções podem distrair o usuário na sua atividade profissional.

Os rumores sobre o lançamento do iPad Pro já duram meses, e um dos requisitos claros era contar com esses modos de produtividade. Agora que o iOS 9 oferece tais ferramentas, pode ser que a versão final da plataforma chegue acompanhado desse novo tablet.

Mas… e a concorrência?

 

Os convesíveis fazem todo o sentido de sua existência

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A Apple sabe que não precisa responder ao mercado com as mesmas propostas oferecidas pelos rivais, mas as novidades do iOS 9 parecem assentar as bases para entrar no popular mercado de tablets conversíveis, hoje dominado pelo Windows.

E não falo só do Surface (Pro) 3, mas também de outros modelos que podem adotar o formato tablet, para atender o melhor de dois mundos. Vale destacar que, até agora, nenhuma das propostas apresentadas sobressaiu no mercado, já que é difícil encontrar um equilíbrio entre desempenho e portabilidade.

Porém, a Microsoft pode ter um interessante trunfo com o Continnum no Windows 10. Essa tecnologia permite que o tablet se transforme em um desktop muito mais versátil quando conectamos a um monitor, teclado e mouse. Isso pode favorecer esse tipo de dispositivos no futuro.

Também é preciso levar em conta que o iPad é baseado no iOS (uma plataforma móvel) enquanto que os seus concorrentes usam um sistema operacional de desktop tradicional, muito mais evoluído, como é o Windows 10.

Se o catálogo de softwares do Windows 10 se comportar como a Microsoft espera, teremos diante de nós uma batalha singular entre aqueles que usam a produtividade móvel e apostam no iOS, contra aqueles que buscam uma alternativa baseada em uma plataforma muito mais popular, sem se importar em sacrificar em detalhes como peso ou bateria, algo que o iPad leva vantagem.