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Os responsáveis pelo Chaos Computer Club acusaram a Apple de censura ao recusar um aplicativo para a Apple TV descrita como “o Netflix para a conferência”, que tem como objetivo oferecer em streaming a conferência hacker mais importante da Europa.

O Chaos Computer Club reúne mais de 10 mil delegados, e acontece há 31 anos. O evento acolhe as maiores inovações do mundo hacking, mas também aborda temas como sociologia, política e ciência. De acordo com os delegados alemães da Chaos Communications Club (que é quem organiza o congresso), a Apple recusou o aplicativo como um movimento de “vingança”, porque nos eventos anteriores eles teriam discutido o hacking do iOS.

Um absurdo. Todas as técnicas e vulnerabilidades abordadas nesse tipo de evento acabam resultando em uma maior segurança para as plataformas. Novas vulnerabilidades aparecem, e os fabricantes podem corrigir as mesmas. Tanto é assim que o Black Hat (por exemplo) conta com o patrocínio e prêmios de importantes empresas de tecnologia, como Google e HP. Aliás, Google e Microsoft contam com programas de recompensas para detecção de vulnerabilidades em seus softwares, premiando os mesmos hackers que participam dessas conferências.

A Apple não quer os hackers, nem mesmo os bons. Apenas para manter o seu marketing pregado durante décadas, onde eles afirmam que seus produtos são “invioláveis”. O código de silêncio da segurança da Apple é um grande problema. Vale lembrar que o trojan Flashback (2012) derrubou esse mito de segurança perfeita do Mac OS. E, recentemente, o iOS também se provou ser mais do mesmo.

Em resumo: a Apple não pode manter o mito e uma falsa sensação de segurança, comprometendo a segurança dos seus usuários.

Censurar um aplicativo que oferece o streaming de um evento de segurança é algo simplesmente ridículo. Mas os usuários Apple podem seguir o Chaos Computer Club por outras vias, incluindo a sua página web ou via YouTube, que podem ser acessados a partir de qualquer Mac, iPhone, iPad ou Apple TV.