Faz alguns meses que a modelo Melina DiMarco busca uma solução contra a censura que suas fotos eram submetidas pelas redes sociais mais populares. Ela começou a tapar áreas do seu corpo que geravam a remoção das fotos com emojis de corações ou arco-íris, mas cansada da autocensura que ela vivia, decidiu buscar uma solução.

Seios femininos são censurados, mas homens sem camisa, não. Então, ela criou o Nood, um aplicativo que inseria os emojis correspondentes às partes tapadas no corpo.

 

Apple e Google não aceitaram o aplicativo em suas lojas

 

 

Nem App Store, nem Google Play oferecem o aplicativo. Ambas recusaram o software. Mas isso já era esperado. A intenção do app era enganar as políticas de uso do Facebook, e é realmente difícil passar essa barreira.

DiMarco criou uma petição no Change.org, com o objetivo de pressionar as empresas que aceitem o aplicativo nas lojas, já que se trata apenas de uma ferramenta com stickers para decorar as fotos.

A criadora afirma que, como mulher, não entende por que os homens podem publicar livremente nas redes sociais, e as mulheres não. “Peitos são peitos, não há diferença”, afirma DiMarco.

Por sua parte, a Apple se defendeu dizendo que o Nood “inclui conteúdo que muitos usuários podem entender ser desagradável e ofensivo”, e a Google afirma que não permite aplicativos que constrangem ou promovem conteúdo sexualmente explícito.

Melinda conseguiu em partes trazer de volta a discussão sobre os limites da censura nas redes sociais, que estigmatizam o corpo feminino a anos, mas que não são tão rígidos quando trata de conteúdos violentos.

Um sticker em forma de seio é mesmo um “conteúdo sexualmente explícito”?

 

Via Nood