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Continua a batalha midiática e judicial em torno da recusa da Apple em cumprir a ordem judicial que a obrigava a hackear o iPhone utilizado por um dos assassinos do massacre a San Bernadino. Para a gigante de Cupertino, este não é um caso especial ou único como o FBI alega, já que eles receberam uma dezena de ordens judiciais similares, de casos que nada tem a ver com o terrorismo ou com a “segurança nacional”.

O caso tem importância porque o argumento para piratear apenas um dispositivo em particular não se sustenta, e tudo aponta para ir muito além do que parece. Pode ser um caso chave no debate sobre privacidade e segurança, e se o terrorismo ou a simples delinquência (como nos casos previamente conhecidos) podem ser as desculpas para retirar direitos fundamentais ou romper uma medida fundamental, como é a codificação dos dispositivos.

A Apple decidiu ir para o contra-ataque, e ao seu estilo. Seus engenheiros começaram a desenvolver novas medidas de segurança que, segundo a empresa, ‘tornaria impossível’ ao governo ao seu desbloqueio. Seu desenvolvimento teria começado antes do caso de San Bernardino, e tudo indica que agora foi acelerado, o que daria lugar a novos processos judiciais e novas melhorias de segurança.

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Vale observar que, nas últimas horas, Satya Nadella, CEO da Microsoft, deu total apoio para a Apple, e a empresa via enviar um documento para a comissão do Congresso dos EUA reforçando o apoio ‘sem reservas’ para Cupertino. O movimento vem depois das declarações pessoais de Bill Gates sobre o caso, que entende que a Apple deveria sim desbloquear o iPhone em questão.

Google, Amazon, Twitter e Facebook também devem enviar documentos para o Congresso, reforçando o apoio à Apple. Nas últimas horas, a gigante de Cupertino solicitou a eliminação da ordem judicial que a obriga a hackear o dispositivo.

Veremos como isso vai terminar.

Via The Wall Street Journal