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A Apple derrotou a Samsung nos tribunais (mais uma vez), e os coreanos terão que modificar algumas das características dos seus smartphones.

A disputa levou quatro anos para ser concluída, e favorece a gigante de Cupertino, que processava os coreanos pelo uso das funções ‘deslizar para desboquear’, ‘autocorreção’ e ‘links rápidos’ (que criam automaticamente com um novo dado inserido, como uma data ou número de telefone) em alguns modelos antigos dos tablets e smartphones da linha Galaxy.

Por essas mesmas funções, a Apple já havia vencido um processo, sendo indenizada em US$ 120 milhões em maio. Porém, a ordem de remoção dessas características nos terminais da Samsung não veio, com o argumento do juizado que a aplicação da multa já era o suficiente. Menos para a Apple, pelo visto.

A gigante de Cupertino argumentou que não ter o controle dos seus próprios inventos causava prejuízos para a marca e sua reputação como inovadora, além das consequências no mercado. Esse aspecto eles tiveram que demostrar, obrigando definitivamente a Samsung a não incluir essas características em seus produtos.

A Samsung, por sua parte, apresentou uma apelação em março, garantindo que apenas um produto mantinha a característica dos links, e que nenhum dos seus dispositivos utilizava os outros dois. Se defendeu, garantindo que a empresa contava com o seu próprio histórico de inovação, e que pretendem acalmar os milhões de clientes que compravam os seus modelos top de linha, com menção especial para o público norte-americano, garantindo que não haveriam mudanças sobre a disponibilidade dos seus modelos, nem do serviço do suporte no país.

A Samsung decidiu não fazer declarações sobre o assunto, por parecer prematuro falar sobre algo que ainda precisa de uma aprovação final por parte do tribunal de pequena instância no que se refere à apelação apresentada. Uma decisão que pode afetar as futuras determinações da corte sobre os processos relacionados com produtos complexos e componentes em smartphones.

Se formalizada, esta seria a última de muitas outras batalhas iniciadas pela Apple, que por sua vez não para de registrar patentes, algo que foi em algum momento o espelho de sua concorrência. Uma prova disso foi o sucesso na condição específica imposta à HTC de ‘não clonar’ os seus dispositivos, garantindo que os mesmos se diferenciassem do iPhone.

De forma concreta, a decisão judicial afeta os modelos Galaxy S2 e Note 2, modelos já atualizados por vários sucessores, não causando um dano significativo nas vendas da Samsung. Na prática, essa decisão é mais simbólica do que paliativa, afetando apenas a reputação das marcas, além de servir para que os fabricantes que estão no mercado norte-americano se preparem para o que vão enfrentar daqui para frente.

Via Bloomberg