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Já era algo esperado pelos analistas, e até mesmo pela própria Apple. A gigante de Cupertino confirmou hoje (26) a sua primeira queda nas vendas de iPhones desde o seu lançamento, em 2007.

De acordo com os resultados financeiros apresentados pela empresa, foram vendidos 51.2 milhões de iPhones no primeiro trimestre de 2016, com receita de US$ 32.8 bilhões. A queda em relação ao mesmo período em 2015 foi de 16% nas vendas de unidades (61.8 milhões) e de 18% na receita. Por outro lado, o resultado é um pouco melhor do que aquele previsto pelos analistas de mercado (50.7 milhões de unidades).

A consequência disso foi a primeira queda nas receitas da Apple desde 2003 (na comparação dos trimestres dos dois anos), com uma receita líquida de US$ 50.6 bilhões no primeiro trimestre de 2016, com lucros de US$ 10.5 bilhões, ou 13% a menos que o registrado em 2015 (US$ 58 bilhões).

Vale destacar que essa queda nas vendas e na arrecadação ainda não reflete a participação das vendas do novo iPhone SE, mas segundo os prognósticos, não se imagina que exista uma diferença muito acentuada. É preciso esperar pelos resultados de vendas do segundo trimestre que termina em junho para saber se a tendência de queda continua, e quais são as medidas que a Apple vai tomar para reverter isso.

Fato é que os investidores não estão nada contentes com os números, e a pressão sobre Tim Cook e sua equipe de trabalho é maior do que nunca nesse momento.

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Um dos motivos que podem explicar essa queda é a maior concorrência nos mercados considerados chave para a Apple, principalmente no mercado asiático. Samsung e LG lançaram novos modelos top de linha, e fabricantes menores e/ou locais lançaram dispositivos com relação custo-benefício muito interessante. Isso tudo ajuda a canibalizar o mercado do iPhone nesse continente.

Outro motivo é o cenário econômico atual e o próprio mercado de smartphones, que dá sinais de saturação há algum tempo.

Mas o iPhone não foi o único afetado nesse primeiro trimestre. Os demais produtos da Apple – iPad e Mac – também registraram quedas nas vendas e receita, sendo o iPad o dispositivo com maior queda dos três, com 19% a menos nos dois índices, com 10.3 milhões de unidades vendidas e receita de US$ 4.41 bilhões.